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EPLEPSIA – ESTE ATAQUE NÃO VAI TE DERRUBAR
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EPLEPSIA – ESTE ATAQUE NÃO VAI TE DERRUBAR

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A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral que ocorre quando uma parte do cérebro passa a emitir sinais incorretos durante alguns segundos ou minutos, sem ter sido causado por febre, drogas ou por alguma doença.
O transtorno neurológico é causado pelo aumento da atividade elétrica dos neurônios em alguma parte do cérebro. Trata-se de uma doença grave que provoca no paciente convulsões ou movimentos corporais recorrentes e que não se podem controlar, esta situação é conhecida como ataque epilético.
Os especialistas dividem a epilepsia em 4 tipos principais:
Epilepsia Focal Simples – Esta forma de epilepsia, também chamada de Epilepsia Jacksoniana, não causa perda da consciência, mas as pessoas afetadas podem se queixar de períodos de confusão mental, movimentos inusitados, tremores, sensações de deja vu, alucinações leves ou respostas extremas para gostos ou cheiros. Após a crise de ausência, a pessoa em geral se queixa de fraqueza temporária em certos músculos.
Epilepsia Focal Complexa – Este tipo responde por pouco mais da metade dos casos de Epilepsia em adultos. Muitas pessoas com Epilepsia Focal Complexa apresentam sinais de alarme antes da ocorrência das convulsões. Estes sinais são chamados Auras, e podem ser representadas por diversas
sensações olfativas, visuais ou auditivas.
Durante as crises (que não duram mais de 2 minutos), estas pessoas podem perder a consciência durante um breve período de tempo, parecendo estar aérea, com um olhar perdido. As emoções podem ser exageradas e alguns pacientes podem se comportar como se estivessem embriagados e, após alguns segundos, começam a realizar movimentos repetitivos como mastigar, estalar os lábios, etc.
Epilepsia tipo Grande Mal ou Tônico-Clônica Generalizada – É a forma de Epilepsia mais conhecida e com as manifestações mais dramáticas. Nesta fase, os pacientes em geral caem rígidos no chão, podendo se machucar seriamente com a queda. Alguns pacientes relatam alguma espécie de Aura, mas a maioria
perde a consciência sem o menor sinal de alarme.
Após cerca de 30 segundos, os espasmos musculares vão cedendo e a pessoa entra na fase chamada Clônica, onde os músculos alternam períodos de rigidez com períodos de relaxamento durante mais 2-3 minutos. Algumas pessoas podem perder o controle intestinal ou urinário ao final desta fase.
Terminada a convulsão Tônico-Clônica, o paciente costuma permanecer inconsciente por alguns minutos, e então acorda confuso e se queixando de uma fadiga extrema.
Epilepsia tipo Pequeno Mal ou Ausência – As crises de Pequeno Mal ou Ausência são episódios breves (3 a 30 segundos) de paralisia e desatenção que podem até passar despercebidos pelas outras pessoas. Não raramente, a Epilepsia tipo Pequeno Mal é confundida com Epilepsias Focais. Contudo, no Pequeno Mal o paciente experimenta perda da consciência. Além disso, as crises de ausência que ocorrem são bem mais freqüentes, podendo ocorrer 50-100 vezes por dia.
O paciente precisa de um tratamento médico específico adaptado completamente ao seu caso e que lhe permita desenvolver a sua vida com normalidade na medida do possível. Além desta, há algumas recomendações que se pode levar em conta para favorecer o seu bem-estar.
Convidamos você a descobrir sobre como tratar a epilepsia de forma natural.

para o epilético é importante estar bem para ficar bem
Um dos aspectos importantes do tratamento é a ocorrência de fatores desencadeantes, pois, apesar do uso correto dos medicamentos antiepilépticos, existem
pacientes que persistem com crises.
As crises epilépticas podem ser desencadeadas por febre, suspensão abrupta da medicação antiepiléptica, fadiga física, ingestão de álcool, uso de drogas, privação de sono (noites mal dormidas ou poucas horas de sono), jejum de mais de três horas, hiperventilação (respiração forçada), emoções (relacionadas a preocupação,
alegria, tristeza, irritação e outras).
É muito importante dormir o tempo necessário e também com regularidade. Alterações do sono e uso irregular dos medicamentos são as causas mais comuns
de aumento de frequência das crises.
Não suspenda a medicação anti-epiléptica por conta própria, respeite rigorosamente os horários para tomar os medicamentos. Não modifique as doses dos medicamentos, como exemplo, dois comprimidos juntos no caso de esquecimento de algum horário, e não use outros medicamentos sem orientação médica.
Através da identificação dos fatores desencadeantes, para muitos indivíduos determinadas situações podem ser evitadas, reduzindo assim o risco da ocorrência de crises.

alimentos que previnem as crises
MAGNÉSIO
Estudos comprovaram que suplementos de magnésio combinados com as vitaminas B6 e o zinco reduziram, significativamente, as crises de eplepsia em pacientes que consumiram. Em concentrações suficientes, o magnésio inibe convulsões limitando ou retardando a propagação da descarga elétrica de um grupo isolado de células do cérebro promovendo o descanso do mesmo

fontes de b6
Fontes da vitamina B6 estão concentradas em frutas como o Melão, e a banana. Cereais integrais (podem ser germinados), arroz integral, inhame pequeno, alho e sementes de sésamo (gergelim), fígado, leite, ovos
e gérmen de trigo também
possuem os nutrientes.

zinco
Alimentos que apresentam, boas fontes de zinco são os feijões, as lentilhas, nozes, sementes e cereais integrais. As sementes de abóbora estão entre as fontes alimentares vegetais de zinco mais concentradas. As sementes de abóbora podem ser compradas descascadas, mas convém hidratar durante algumas horas e lavar. Pode ser usada em saladas, patés ou transformadas em leite se moídas com água

As prescrições da dosagem das vitaminas só podem ser feitas por um especialista, portanto, procure seu médico para que ele acompanhe seu caso e determine a quantidade adequada.
Como agir durante uma crise epiléptica?

É comum o expectador de uma crise epiléptica entrar em pânico, colocando, assim, o paciente em maior grau de risco. Não há muito que possa ser feito para controlar uma crise fora de um ambiente hospitalar. Contudo, isso não significa que nada possa ser feito: durante a crise convulsiva, o paciente deve ser mantido protegido
para evitar lesões adicionais.
Ajoelhe-se próximo à cabeça da pessoa, protegendo-a entre suas pernas e posicionando algo macio sob sua cabeça (ex.: uma blusa ou toalha dobrada). Isto evitará que o paciente se machuque ainda mais durante os espasmos, batendo o crânio contra o chão duro. Mas não tente conter o paciente à força. Se for possível, deite-o levemente
de lado até que a crise cesse.
Não introduza coisa alguma na boca da pessoa durante a convulsão. Isso poderá apenas provocar um reflexo de vômito com grave risco de aspiração. No máximo, limpe com um pano o excesso de saliva da boca do paciente, desobstruindo as vias respiratórias.
A pessoa não deve ser deixada sozinha durante a convulsão. Se a crise estiver durando mais de 2-3 minutos, ou houver suspeita que a vítima se machucou gravemente, é diabética ou está grávida, acione o serviço de emergência mais próximo.

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