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Alunos recriam em laboratório escolar versão mais barata de remédio
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Alunos recriam em laboratório escolar versão mais barata de remédio

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Desenvolvido nos anos 1950, o Daraprim é um medicamento que tem na sua composição a Pirimetamina, usado para tratar a toxoplasmose, uma enfermidade infecciosa causada por um protozoário encontrado geralmente nas fezes de felinos e que afeta pacientes com sistema imunológico debilitado, como pacientes que se submetem à quimioterapia ou portadores de HIV.
Sabendo da importância do medicamento, alunos de uma escola australiana conseguiram sintetizar 3,7 gr do princípio ativo do Darapim por apenas US$ 20. Em entrevista, um estudante desabafou “parecia algo totalmente errado moralmente e sem justificativa. É um medicamento que pode salvar vidas, e muitas pessoas não podem pagar por ele.”, disse o estudante, James Wood, 17 anos. Nos EUA, a mesma quantidade custaria mais de US$ 110 mil.

O responsável
Martin Shkreli, de 33 anos, é o ex-gerente de fundos de investimentos da empresa farmacêutica, Turing Pharmaceuticals, responsável por elevar em mais 5000% o preço do medicamento. Sendo desonesto em sua justificativa anterior ao dizer que o aumento de preço não foi feito por ganância, mas por razões justificáveis, dessa vez alegou que o valor de fabricação não incluia outros custos, como marketing e distribuição. e que a receita obtida seria usada em pesquisas de novos tratamentos para a toxoplasmose.

Repercussão
A decisão de Shkreli levou a uma onda de fortes críticas ao redor do mundo. A Sociedade para Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, a Associação de Medicamentos para HIV e outros órgãos da área de saúde nos EUA publicaram uma carta aberta em que exigiam da Turing que reconsiderasse o aumento. “O custo é injustificável para pacientes vulneráveis que precisam do medicamento e insustentável para o sistema de saúde”, disse
o grupo no documento.
A Turing acabou cedendo e baixou o valor para US$ 375, “um nível mais acessível e que permite à companhia ter lucro, ainda que pequeno”. Só que o preço ainda é 2.500% maior que antes do aumento. Em dezembro de 2015, o empresário pediu demissão do cargo após ser preso por uma suposta fraude em uma das empresas
em que havia trabalhado.

Brasil
No Brasil, quem detém os direitos de uso da marca Daraprim há 10 anos é a empresa Farmoquímica, que não tem nenhuma relação com a Turing e não pretende elevar o preço do medicamento. “No Brasil, todo aumento de preço tem que ser aprovado pelo governo e não temos nenhuma intenção de aumentar o preço, apenas o que for estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos”, diz Fernando Martins, gerente de produtos da empresa. Ele acrescenta que o preço da droga no Brasil é, em média, R$7, e ela pode ser vendida, no máximo, por
R$8,02 nas farmácias.

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