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VÍDEOS DE ESTUPRO DISTORCEM A IMAGEM DOS JOVENS SOBRE O QUE É SEXO NA ÍNDIA
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VÍDEOS DE ESTUPRO DISTORCEM A IMAGEM DOS JOVENS SOBRE O QUE É SEXO NA ÍNDIA

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Vídeos violentos reforçam a antiga crença de que a vontade de uma mulher é insignificante e que ela não tem direito de escolha 

Com um caso de estupro a cada 21 minutos, a Índia é um dos piores países do mundo para uma mulher viver. Preconceito machista, impunidade, convenções sociais arcaicas estão por trás dos crimes contra as mulheres e aliado a tudo isso a tecnologia contribuí para tornar a vida das indianas ainda mais difícil.

Em plena era dos aplicativos, viralizar  vídeos de violência estimulam a precoce sexualização em sua forma mais violenta entre as crianças e adolecente no país.

Uma tendência preocupante trazida através da tecnologia e o fácil acesso ao pornô violento, juntamente com a falta de educação sexual da população.

No início deste ano, um vídeo que mostra um grupo de adolescentes tentando rasgar as roupas de uma jovem foi amplamente divulgado pelo aplicativo de mensagens WhatsApp na Índia.

Na gravação, a vítima pede que os agressores parem, usando o termo “bhaiyya” (irmão, em hindi), enquanto eles claramente se divertem ao zombar e rir dela.

Após o vídeo viralizar, a polícia conseguiu estabelecer que ele foi filmado em um vilarejo no Estado de Bihar, no norte do país. Os adolescentes foram presos. Os anciãos apontaram os smartphones como os culpados.

Fazer material pornográfico ou compartilhá-lo é ilegal na Índia. Mas, mesmo que seja mais fácil acessar pornografia graças a pacotes de dados baratos e celulares, isso não está sendo acompanhado por nenhum debate significativo sobre sexo e relacionamentos.

Garotos do vilarejo admitiram que já assistiram a vídeos de abuso sexual e estupro. Um adolescente de 16 anos disse ter visto mais de 25 destes vídeos, acrescentando que seus amigos frequentemente os compartilham por meio de smartphones.

“A maioria dos meninos da minha turma assiste a esses vídeos juntos ou, às vezes, sozinhos”, disse outro rapaz. “Parece ser algo bom, porque todo mundo faz isso.”

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