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Vergonha:Câmara quer aumentar verba partidária com indecência da lista fechada
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Vergonha:Câmara quer aumentar verba partidária com indecência da lista fechada

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No Brasil só não tem dinheiro para o povo. Um ano e meio depois de o Supremo Tribunal Federal proibir que empresas financiem campanhas políticas, a Câmara dos Deputados se prepara para ampliar o montante de dinheiro público destinado a partidos e candidatos nas eleições de 2018. Nas projeções mais conservadoras, a conta ficaria em pelo menos R$ 3,9 bilhões. Mas esse valor pode dobrar a depender do sistema eleitoral a ser aprovado.
Este valor corresponde a nada menos que um aumento de 180% em relação às últimas eleições para presidente, governadores, Congresso e Assembleias. Em 2014, o financiamento público foi de R$ 1,4 bilhão em valores atualizados dinheiro do fundo partidário do ano e da renúncia fiscal pela veiculação da propaganda eleitoral.

Se empresa não doa,
político tira do povo
As doações de empresas privadas, especialmente empreiteiras e bancos, sempre foram o principal motor das candidaturas. Com os efeitos politicamente devastadores da Operação Lava Jato que apura esquema de propina envolvendo empreiteiras e agentes públicos, há uma avaliação no Congresso de que se inviabilizou qualquer iniciativa legislativa para ressuscitar o financiamento empresarial.
A saída dos parlamentares é roubar do povo, já saqueado e sofrido, para movimentar os esquemas de candidaturas.

Fundo e lista fechada
A ideia do relator, Vicente Cândido (PT-SP), é estabelecer um valor aproximado de R$ 2,5 bilhões para esse fundo, que seria suprido em uma pequena parte por eventuais doações
de pessoas físicas.
Aliado a isso, ele pretende mudar o sistema de eleição dos deputados do atual (proporcional), em que o eleitor vota em candidatos isolados, para o de “lista fechada”, em que o eleitor escolhe um conjunto de nomes preordenados pelos partidos políticos.
O argumento é o de que esse sistema barateia as campanhas já que, no caso de um legenda específica, reduz as várias candidaturas a uma só.

A “lista fechada”, porém, já foi rejeitada algumas vezes e continua enfrentando fortes resistências na Câmara. Se for mantido o atual sistema, deputados argumentam que o novo fundo eleitoral precisaria ter pelo menos
R$ 6 bilhões, valor atualizado do gasto declarado pelos candidatos e partidos nas eleições de 2014. Há inclusive, projeto nesse sentido.
Partidário da lista fechada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defende que, se ela não passar, não deve haver elevação dos gastos públicos nas campanhas. “Com a lista, aí é possível um novo fundo, mas essa é uma discussão a ser feita.”
OPINIÃO
Quando o povo pensa que não há mais espaço para indecência, os políticos do Brasil provam que orgia é a matéria que mais gostam de praticar, principalmente quando bancada – e sempre é – pelo dinheiro suado dos
trabalhadores.
Eleição, reeleição… Tudo está em suas mãos. É você quem vai às urnas!!!

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