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Vaticano alega que prostituição é violência sexual contra mulher

Vaticano alega que prostituição é violência sexual contra mulher

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Em 2007, O Vaticano condenou” com determinação” a violência sexual contra as mulheres, afirmou que a prostituição é uma forma de escravidão moderna que afeta também as crianças e defendeu que os clientes das prostitutas sejam punidos na Justiça. Em pronunciamento documental, o teor também indicava que, no começo do terceiro milênio, a Igreja não pode permanecer impassível diante do fenômeno da violência contra as mulheres e que é “hora de condená-la com determinação”, usando os meios legislativos apropriados.

RESPEITO
“Em nome do respeito da pessoa, temos que denunciar a cultura hedonista e comercial que promove a exploração sistemática da sexualidade, induzindo meninas a cair nos ambientes de corrupção e fazer uso mercenário de seu corpo”, afirma o texto.

MENINOS E HOMENS
Para a Igreja, a prostituição é uma forma de escravidão, na qual também podem cair meninos e homens. A vítima é um ser humano que em muitos casos pede ajuda “a gritos para ser libertado da escravidão, já que não vende seu corpo por vontade”.

CONDENAÇÃO
O documento afirma que o cliente “também é escravo”, um sujeito “que procura as prostitutas para dominá-las, mais que para ter uma satisfação sexual”. Para o Vaticano, nas relações sociais o cliente “experimenta uma perda de poder e de masculinidade”.

A Santa Sé entende que o cliente deve ser ajudado a resolver seus problemas, mas que é necessária uma medida “eficaz” para uma mudança cultural. Esta pode “associar o Código penal à condenação social”.

A Igreja defende um plano de educação que torne a sociedade consciente do tráfico de seres humanos e da prostituição.

O Vaticano pede que não sejam feitos julgamentos prévios das mulheres que exercem a prostituição e defende que se dê ajuda a elas para que possam deixar esta atividade, como fornecer casa, um ambiente familiar e uma comunidade em que sejam aceitas, amadas e onde possam começar uma nova vida. Os “clientes potenciais” devem ser educados para que respeitem e dignifiquem a mulher.

O documento ressalta que a Igreja pode oferecer às vítimas da prostituição assistência médica e legal, educação, Vaticano se pronuncia contrário à violência sexual reabilitação e proteção.

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