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USP estuda nascimento de gêmeos, um com microcefalia, no litoral de SP

USP estuda nascimento de gêmeos, um com microcefalia, no litoral de SP

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Um casal de gêmeos nasceu em Santos, no litoral de São Paulo, mas apenas a menina foi diagnosticada com microcefalia. O bebê, que já está com três meses, está recebendo tratamento especializado em uma instituição da cidade. O caso está sendo estudado por especialistas da Universidade de São Paulo (USP) em uma pesquisa que foi iniciada em janeiro deste ano. Eles já fizeram a coleta da saliva das crianças para descobrir a razão de um bebê ter microcefalia e o outro não.

A dona de casa Jaqueline Jessica Silva de Oliveira, de 25 anos, descobriu que estava grávida no ano passado. Ela já é mãe de Paulo, de 9 anos, e de Gabrielly, de 4 anos. Ao fazer os primeiros exames de ultrassom, ela recebeu a notícia de que teria um casal de gêmeos, que estavam em placentas diferentes. Durante os primeiros meses de gestação, ela lembra que teve alguns sintomas de vírus da zika como dor de cabeça, manchas nos braços e mãos e coceira.

“Eu fiz o pré-natal normal. Aos sete meses, fui fazer o ultrassom de rotina e a médica viu que a cabeça não estava compatível com o abdômen da menina. Do menino estava tudo perfeito”, conta ela. A médica explicou que a filha de Jaqueline nasceria com microcefalia.

A microcefalia é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm, segundo o Ministério da Saúde. Isso vale apenas para crianças nascidas com nove meses de gravidez. No caso de prematuros, esses valores mudam e dependem da idade gestacional. A notícia abalou a família. “Foi um choque. A gente não sabe o que é e o que vai enfrentar lá na frente. Eu fiquei muito triste”, conta ela.

Laura e Lucas nasceram no dia 17 de novembro de 2015, no hospital Guilherme Álvaro, em Santos. Apenas Laura nasceu com microcefalia. Logo após o nascimento, a mãe foi encaminhada para a Casa da Esperança, um centro de reabilitação de deficientes físicos e intelectuais. Laura tem acompanhamento semanal de neurologistas, ortopedistas, fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e a família também tem apoio psicológico.

 

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