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UPP É PROJETO FALIDO QUE EXPÕE POLICIAIS NAS COMUNIDADES SEM CONDIÇÕES DE REAÇÃO

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Reformulação da segurança no Brasil significa governo perdido, bandidagem avançando e policiais morrendo. Desta vez, o Rio de Janeiro, segundo o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá,
vai sofrer mudanças no projeto de pacificação das comunidades. As UPPs, segundo ele, passarão por uma ‘otimização de estratégias’ e a primeira medida será deslocar 3 mil policiais que atuam
administrativamente para o patrulhamento nas ruas.
As Unidades Pacificadoras que comportam militares com péssimas condições de acomodações, sem investimento em manutenção das viaturas, modernização do poder de fogo e até com déficit de coletes à prova de balas, parecem não merecer atenção do governo do estado, pois nenhum pronunciamento para resolver essas deficiências foram anunciadas.
A mudança do contingente das UPPs para a região metropolitana está a cargo do comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias que confirmou que dos três mil homens que voltarão às ruas com a
reformulação das UPPs, cerca de 1.300 – 200 a mais que inicialmente divulgado – deverão patrulhar as ruas da capital. Segundo o comandante, 80% do efetivo vindo das UPPs será lotado em unidades da Região Metropolitana.
Com isso, os batalhões devem ganhar em torno de 200 homens a mais em ações táticas.

Cego guiando outro cego
Abandonados à própria sorte, o Comando da Polícia espera reduzir o déficit de
viaturas, armas e coletes através da interação administrativa e operacional entre as UPPs e os batalhões. Mesmo sem nenhuma previsão de investimento ou solução prévia para os agentes lotados nos batalhões que também sofrem com as mesmas privações de equipamentos e veículos que os agentes das unidades. O uso de munições, atualmente, já é feito através de sistema de compartilhamento.
Em nota, a Polícia Militar reconheceu que “a perda de recursos materiais ocorre em todas as unidades da corporação e é um desafio que está sendo enfrentado pelo comando. Muitas dessas perdas estão sendo recuperadas por meio de parcerias com instituições públicas e da sociedade civil”.

UPP nunca foi solução
Em mais uma ação de ‘tapa buraco’, o governo do estado na figura apática de Luiz Fernando Pezão, acinzentado por denúncias de corrupção e amarelando devido a sua incompetência administrativa, se mostra perdido sob quaisquer aspectos políticos quanto a situação crítica do estado.
Nove anos depois de sua criação – por José Mariamo Beltrame, braço direito e esquerdo de Sergio Cabral – é nítido que o projeto faliu. Não cumpre o papel a que se propõe e coloca em risco agentes de segurança que deveriam impor a presença do estado em áreas de risco.

Chega de UPP
A deficiência logística das unidades agravada pela crise econômica estadual que culminou na transferência de 3 mil homens será na realidade uma covardia para os remanescentes.
Deixar policiais para morrerem à mingua junto com a falência das UPPs é crueldade. Achar que a permanência deles nas favelas é a confirmação da presença do estado nas comunidades é prova de que a vaidade e a imperícia deixam de recado para a bandidagem que com essa gestão não há nada a temer. Mantê-los de forma desordenada, sem acompanhamento ou investimento é reforçar
a imposição de uma pacificação que nem mesmo na marra acontece mais e que só mancha a imagem do policial militar junto à sociedade.

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