Home Política SIRO DARLAN, QUE SOLTOU ROSINHA E GAROTINHO, É INVESTIGADO POR LIBERAR PRESOS EM TROCA DE GRANA

SIRO DARLAN, QUE SOLTOU ROSINHA E GAROTINHO, É INVESTIGADO POR LIBERAR PRESOS EM TROCA DE GRANA
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SIRO DARLAN, QUE SOLTOU ROSINHA E GAROTINHO, É INVESTIGADO POR LIBERAR PRESOS EM TROCA DE GRANA

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Em Plantão Judiciário, com menos de 24 horas de cadeia, o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu soltura ao casal Garotinho.
Darlan, que concedeu o habeas corpus, a pedido da defesa da dupla.

Garotinho e Rosinha deixaram o presídio às 9h desta quarta. O casal passou a noite no presídio de Benfica, na zona norte da capital fluminense, unidade que é a porta de entrada do sistema prisional do Rio de Janeiro.

Venda de sentença
EM dezembro de 2018, Siro Darlan ganhou as manchetes como alvo de um ainvestigação como suspeito de vender sentenças no fórum da capital.
De acordo com denúncias, o desembargador usava os plantões judiciários para vender habeas corpus e assim, liberar os presos.
Em, pelo menos, dois casos, detentos teriam sido beneficiados por decisões de Darlan. Em um deles, a colaboração premiada foi anexada ao documento. Um delator contou à Justiça que ouviu de um preso ter pago R$ 50 mil a um intermediário do magistrado.
A negociação teria sido feita em favor de Ricardo Abud, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Resende. Abud foi preso em 2015, acusado de praticar irregularidades na Câmara dos Vereadores de Niterói.
O outro caso apurado no inquérito é do preso Samyr Jorge João David, que teve a prisão decretada em junho de 2016 por tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte), roubo e interceptação. Dois pedidos de habeas corpus teriam sido direcionados pelo advogado Hugo Sant’anna Onofre para o plantão de Siro Darlan.
Samyr foi solto, mas em outubro ele teve a prisão restabelecida pelo desembargador-relator, Flávio Marcelo de Azevedo Horta Fernandes.

Investigado por faltas disciplinares
Além dos inquéritos no STJ, Darlan também é alvo de uma representação na presidência do Tribunal de Justiça, assinada pelos outros quatro desembargadores e uma investigação no CNJ para apurar faltas disciplinares.

Na época, Darlan resumiu sua defesa à quebra de seu sigilo bancário
“Meu compromisso é com a lei. Não tenho interesse, vivo na mesma casa há muitos anos. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) pode dizer se recebi algumas coisas. Meu sigilo bancário está aberto. Não tem nada a temer em relação ao patrimônio. As minhas decisões a mim pertence. Sugerir que as decisões de qualquer magistrado, em razão de propina, é um ato de irresponsabilidade”, explicou Darlan.

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