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Rotas alternativas nem sempre são a melhor opção

Rotas alternativas nem sempre são a melhor opção

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Entrar em uma rua errada pode fazer a diferença entre a vida e a morte. A tecnologia que veio para simplificar e agilizar a vida das pessoas vem causando transtornos e levando alguns à morte. Os mapas eletrônicos foram responsáveis por tragédias fatais de usuáris que utilizam os serviços de navegação como opção de direcionamento pelas ruas do Brasil. O Rio de Janeiro lidera casos de vítimas por erro dos aplicativos que, sem informações precisas do logradouro, apontam o mesmo nome do endereço em ruas de comunidades dominadas pelo tráfico .

ENGANO
Um dos criadores do primeiro GPS do Brasil afirmou que o aparelho não avalia o risco de uma rota. “O aplicativo simplesmente mostra o caminho ou sua posição. Mas ele não avalia esse critério de risco, se a área é perigosa ou não, ele não foi programado pra isso. Não custa nada, antes de sair de casa, dar uma olhadinha no mapa e avaliar para ter uma ideia pra qual lugar você tá indo”, afirmou.

INTERNACIONAL
A morte da jornalista Regina Múrmura, baleada por traficantes de drogas ao entrar por engano com seu marido, na favela do Caramujo, em Niterói foi repercutida na imprensa internacional. A maioria dos veículos destacou o risco do uso de GPS para se orientar nas cidades brasileiras. “Brasil: quando um GPS te conduz à morte”, estampou na manchete o site francês Le Point.

SINALIZAÇÃO
Especialistas apontaram erro do aplicativo, mas não precisamos ir muito longe para nos perdemos até mesmo em locais conhecidos. A responsabilidade de sinalização da cidade é da prefeitura. O cidadão precisa ser alertado para áreas de risco assim como é alertado para pontos de correntezas nas praias. Se houvesse qualquer placa que indicasse perigo, certamente, o casal que saiu para comer uma pizza, escolheria outra rota.

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