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ROMPIMENTO ENTRE FACÇÕES CRIMINOSAS GERA CARNIFICINA NO BRASIL
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ROMPIMENTO ENTRE FACÇÕES CRIMINOSAS GERA CARNIFICINA NO BRASIL

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Há quem prefira uma doce mentira a uma dura verdade. Principalmente no Brasil, onde infe-lizmente, nos acostumamos a ser enganados por quem prefere engambelar a população camu-flando a real situação econômico-político-social do país. Em lugares de primeiro mundo é normal as pessoas receberem anúncios das tragédias com antecedência para poderem se pre-caver, principalmente quando se tratando de fenômenos naturais.
No Brasil é o contrário, mesmo com todas as provas a politicagem, em sua grande maioria, prefere contestar e mentir para a população amenizando os riscos e descartando as consequên-cias. Prova disso foi o tsunami que devastou nossa economia e a então presidente Dilma Rous-seff, em cadeia nacional, afirmou que tudo não passaria de uma simples marolinha.
As maiores capitais do Brasil estão prestes a viver uma guerra sem precedentes protagonizada pelo racha das duas maiores facções criminosas do país; o Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo surgido em São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), originário do Rio de Janeiro.
Não é a primeira vez que as facções se desentendem; a única certeza é que em todas elas a sociedade ficou no meio do fogo cruzado. Assassinatos, roubos e violência espalhados por toda parte.
Uma reunião secreta no Congresso Nacional reuniu deputados e senadores com atribuições para acompanhar o trabalho dos órgãos de inteligência do governo sobre a iminente ameaça de contidas entre as facções que ocorreram nos presídios venham refletir nos próximos meses, nas ruas do Brasil. Rebeliões e ações coordenadas estão programadas segundo confirma a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Parlamentares que não puderam se identificar confirmaram as ameaças de terrorismo, “Estamos diante de uma ameaça concreta de rebeliões em série e, além disso, do risco de a violência dentro das prisões transbordar para o lado de fora”, afirmou.

A briga
O fim da aliança – que pode ter ocorrido por uma disputa pelo controle de presídios resultou em dezenas de mortes brutais de detentos nas cadeias de Rondônia e Roraima. A reconfigura-ção do crime organizado brasileiro pode acirrar as tensões nas ruas e atingir diretamente a sociedade, afirmam sociólogos e agentes de segurança que a facção paulista e o CV mantinham como um pacto para a compra de drogas e armas em regiões de fronteira e para a proteção de seus integrantes em prisões controladas pelos grupos foi encerrada.

Volta do crime
Comando vermelho e PCC agem de forma diferente quando se trata do asfalto. O PCC, segun-do fontes, afirmou que não irá mirar na população. Mas os paulistas sentiram na pele o horror que a facção espalhou pelo estado com queima de ônibus ainda com passageiros dentro, onda de arrastões, invasão a residências e confronto com policiais. Por sua vez, o Comando verme-lho, com a gíria carioca – zoa pra valer-. Não há piedade. Traficantes da facção descem os mor-ros com fuzis em punho, aterrorizam moradores, miram em viaturas, caçam policiais por puro prazer da maldade. Roteiro que todo carioca já conhece bem. Todavia, tudo isso será acrescido com bandidos rivais trocando tiros entre si sem nenhuma preocupação com os inocentes.
Quem confirma o caos para o Rio de Janeiro é o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atua-ção Especial contra o Crime Organizado (GAECO) de Presidente Prudente (SP). Gakiya é o au-tor da principal denúncia já apresentada à Justiça contra o PCC. “O que eu posso dizer é que toda ação tem uma reação. Há de se esperar e já está correndo em correntes de WhatsApp que o Comando Vermelho soltou um salve [dizendo] que vai pegar familiares do PCC, já que inte-grantes da facção foram mortos na frente de familiares em Roraima.
Isso pode causar um problema nas ruas. Não em São Paulo, porque a gente não tem um his-tórico de muitos integrantes do Comando Vermelho no estado. Então, aí existe uma lição de casa a ser feita pelos estados no sentido de identificar nos presídios quem faz parte de ambas as facções, separá-los como manda a lei de execução penal e, no que diz respeito à rua, redo-brar as atenções e serviços de inteligência para prevenir que haja uma onda de ataques. Mas a gente imagina que seria mesmo uma guerra entre eles…”, afirmou.

Polícia fragilizada
Salários atrasados, falta de equipamentos, armas enferrujadas, carros sem combustível, es-tresse, pânico e insegurança são alguns dos fatores que resumem a polícia no Brasil.
Um panorama perfeito para a escalada da violência. Os criminosos conhecem as fraquezas de nossa segurança e se beneficiam da falta de estrutura e apoio que os agentes sofrem para con-quistar reconhecimento de vítimas junto aos Direitos Humanos e opinião pública manipulada por uma mídia que endeusa os criminosos.
Enquanto os políticos não se atentarem para a urgente necessidade de amparo e sérios in-vestimentos para com a segurança pública, não apenas o Rio de janeiro, mas o Brasil continua-rá emergidos sob o controle de traficantes, assassinos e toda pestilência de bandidos.
Não podemos continuar com a falta de vontade política de resolver a situação limite a que chegamos, sem priorizar o elemento humano ou seja o próprio policial que arrisca sua vida todos os dias por um estado negligente, corrupto e omisso.

Bandido não tem pressa
Sociólogos alegam que não existe como prever uma data para os ataques e nem por onde eles ocorrerão, mas que as épocas festivas são grandes possibilidades para que os bandidos insta-lem o terror nas cidades. Natal, Réveillon e Carnaval são as datas de maior concentração turís-tica no Brasil, principalmente no Rio de janeiro e, por isso, o policiamento é reforçado. Mas em plena crise financeira, corremos o risco de não poder contar com os heróis da segurança pública que, fartos de não receberem seus salários, podem realizar paralizações na tentativa de mobi-lizarem o poder público.
Enquanto nossa polícia tem pressa em atenção à bandidagem corre solta com a certeza da in-capacidade da segurança pública. Uma vez que o estado perdeu totalmente o controle dentro das unidades carcerárias com criminosos sob sua custódia, o que esperar de seus feitos a favor da sociedade em campo aberto com criminosos vagando pelas ruas do país?

O PCC e o CV são hoje os dois principais grupos que atuam no tráfico de drogas e no controle das unidades prisionais no Brasil. Há mais de dez anos eles vêm se expandindo além de seus Estados de origem.

O CV é mais antigo que o PCC. Ele surgiu no fim dos anos 1970, enquanto o PCC é de 1993. Mas hoje o PCC é bem mais forte em termos de organização e estrutura que o CV. O PCC está presente em todos os Estados do país. Em alguns, como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, ele tem hegemonia e é praticamente o único grupo criminoso a atuar.

O CV, além de atuar no Rio de Janeiro, tem hegemonia em Mato Grosso e Tocantins. No Norte e no Nordeste, há um maior equilíbrio entre PCC e CV, com ligeiro predomínio de um ou de outro. No Sul, grupos locais têm mais força, e PCC e CV se colocam como aliados ou inimigos desses grupos.

Essa aliança nunca foi ideológica, mas sim comercial e por conveniência. Quando um membro do PCC era preso em áreas controladas pelo CV, recebia a proteção do CV nas prisões dominadas por esse grupo. E vice-versa.

Os dois grupos também faziam uma espécie de consórcio para a aquisição de mercadorias – como armas, maconha e pasta base (matéria-prima da cocaína) – e para negociar melhores preços com fornecedores nas fronteiras.
OPINIÃO
A esperança é para que não aconteça, mas seria leviano de nossa parte como seu veículo de comuni-cação, comprometido com a verdade em não alertá-lo, principalmente, neste tempo de festividade onde as pessoa sandam nas ruas com menos displicência. Entendível, pois o clima natalino traz essa energia.
Portanto, é importante que todos entendam que os dias são difíceis e cada um precisa cuidar de si e dos mais próximos. Não podemos contar com o policiamento, eles precisam de ajuda tanto quanto a população, então é necessário que cada cidadão tome providências como medidas de segurança.
Trancar portas e janelas, não ficar conversando do lado de fora do veículo, optar pelos lugares no come-ço dos coletivos, não andar distraído falando ao celular, evitar joias e pedir ajuda a Deus; só Ele para nos livrar. Pois mesmo com todas essas medidas seguidas à risca nada nos garante a certeza de não nos tornarmos vítimas desses criminosos.

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