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QUANDO TER TUDO NÃO SIGNIFICA TER NADA
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QUANDO TER TUDO NÃO SIGNIFICA TER NADA

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Dívidas, excesso de gastos e falta de dinheiro já foram responsáveis pelo fim de muitos relacionamentos. O ditado ‘quando a fome bate à porta o amor foge pela janela’ se fez real em muitos casamentos. Isso porque, geralmente, casais com dívidas passam menos tempo juntos, brigam mais e são menos felizes.
Mas, o que fazer quando o excesso de dinheiro, a falta de dívidas e a possibilidade de muitos gastos são exatamente o que separam duas almas que juraram se amar eternamente?
No mundo cada vez mais capitalista, a sociedade tem tentado comercializar os sentimentos. A falta de tempo é compensada por limites astronômicos no cartão de crédito, o abraço foi trocado pelo carro do ano e o romance substituído pelas roupas de grife e muitas joias.

Dinheiro, carros, diamantes, roupas caras e muitas compras nos shoppings badalados da cidade. Seria a condição de vida perfeita para muitas pessoas. Mas se olharmos o panorama completo da vida de uma mulher que recebeu do marido tudo o que seu dinheiro podia comprar e nada do que o sentimento podia oferecer, o que resta?
Mesmo seguindo em direção ao comportamento distorcido de uma sociedade perdida em valores, o resultado das infinitas possibilidades financeiras se reflete no coração ferido, na alma abatida e na solidão de uma vida.
Todo relacionamento baseado no poder econômico irá ruir. O ouro não abraça, o carro não acalenta e o dinheiro não ama. O cartão de crédito não diz palavras de afeto e as roupas não elogiam.

SEM PERCEBER
Muitas pessoas estão presas em meio ao vazio exatamente por toda conquista financeira, que sem percepção lhes roubou momentos felizes que custavam pouco ou quase nada do dinheiro acumulado na conta bancária.
O crescimento financeiro de um casal, se não acompanhado pelos dois pode ser o motivo de substituições dos sentimentos intangíveis por prazeres tangíveis e com valores pré-definidos. Ele chega sem fazer alarde. Começa aos poucos e ganha espaço sem que o casal perceba sua presença cada vez mais marcante.

INTANGÍVEL
O vazio de se ter tudo e na verdade não possuir nada é que o que o ser humano busca nessa vida não tem valor de aquisição. Não está à venda nas vitrines das boutiques ou nas prateleiras das grifes. O intangível é o que mantém o relacionamento. O amor, afago, carinho e companheirismo não podem ser medidos. Não podem ser comprados.
As surpresas no início de um novo amanhecer ou a ligação no meio do dia, o sorriso no reencontro à noite e o prazer de estarem juntos para um momento de amor não custam se não tempo e disposição. O intangível mantém os corações unidos, as almas comprometidas e os corpos ligados.

HORA DE LUTAR
Se sua vida é o retrato vazio de tudo o que o dinheiro não pode comprar é hora de levantar para lutar pelo o que sua posição social, sua conta bancária e suas influências humanas não podem adquirir. Utilize sua inteligência para conquistar o que realmente te faz feliz.
É importante lembrar que a felicidade custa caro. Bem mais que a casa bonita em que você mora ou o carro do ano que você dirige. Ser feliz custa todo o seu esforço, sua determinação e vontade de viver esta felicidade.

TROCARIA TUDO
Quase que na totalidade dos casos, as mulheres sofrem o vazio de uma vida ausente de marido.
Esposos que empenham todo seu tempo em ganhar dinheiro, acumular riqueza e fazer mais dinheiro. E não dá para afirmar que se trata de ganância. Uma vida confortável, livre de privações é o que motivam muitos deles. O problema é que muitos homens não possuem capacidade de medir a diferença entre o excesso e o aceitável.
Cabe as esposas mostrar ao parceiro que nada é mais importante que a família. Que todo o esforço que ele dispensa para o trabalho já são mais que suficientes e que vocês já tem muito mais do que precisam.
Mas, para ter efeito isso deve ser uma verdade absoluta.
No início eram presentes e depois viraram rotina. Você faz parte desta rotina. Talvez durante muito tempo tenha tentado chamar a atenção de seu marido gastando por raiva. No errôneo pensamento que ‘ se é o que ele me dá, vou usar’.

REENCONTRAR-SE
O quanto de você se perdeu em meio a toda essa possibilidade financeira e escassez de sentimentos? Olhe para você e francamente procure a mesma mulher que se deu em casamento. Tente encontrar seus ideais de felicidade do início da caminhada. Encontrou? Pois é. Você mudou. Se deixou modificar e antes de exigir que seu marido seja para você o que deseja como parceiro, tem a obrigação de se encontrar em você mesma e ser a esposa por quem ele se apaixonou.
Traga à memória como o sorriso era mais presente na vida simples de antes. Como as coisas pequenas tinham valor e representavam momentos de muita felicidade. Que o menos era mais e o pouco se fazia suficiente.

TENTAR PARA ACERTAR
O dinheiro e as conquistas financeiras não são os responsáveis pelo fim de seu relacionamento ou pelo momento deprimente que vocês estão vivendo. O erro está em como vocês foram afetados por todo dinheiro que conquistaram. De como ele ganhou espaço e suprimiu o que sentiam um pelo outro. Ou conseguiu enterrar o pouco que havia.
Esvazie-se e recomece. Abra mão de tudo o que lhe pesa e te faz uma pessoa superficial. Tente novamente, mas dessa vez com o que há de melhor em você. Com os enfeites que brilham mais que qualquer pedra preciosa. Seu sorriso franco. O brilho de esperança que reluzem de seus olhos.
Depois de se reencontrarem verão que o dinheiro é um aditivo de menor importância na vida dos dois.
Tome o controle de sua vida e não deixe que nada tenha mais valor que sua família. Nada será mais importante que o lar que vocês construíram.

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