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Prévia nas eleições da Argentina contra Macri provoca caos financeiro no país
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Prévia nas eleições da Argentina contra Macri provoca caos financeiro no país

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Por Edivaldo de Carvalho

Desastre financeiro na Argentina afunda moeda e ações despencam com derrota do candidato a presidência, Maurício Macri, nas eleições primárias, realizadas no domingo, 11, na Argentina.

A prévia das eleições na Argentina trouxe nesta segunda-feira (12) uma amostra do que poderá ser a economia no país vizinho, caso o candidato a presidência, Macri, não vencer as eleições. As notícias não são boas para a Argentina. Antes de falarmos em um evangelho – que significa boas novas –, seria melhor utilizarmos o termo apocalipse – que significa uma catástrofe, geralmente relativo ao fim do mundo – ou simplesmente o fim da Argentina.

Para mostrar o que isso significa vamos aos números: o dólar subiu 30% nas primeiras horas da manhã frente a moeda argentina – peso argentino –, no encerramento da cotação a moeda argentina fechou com alta de 19% a 55,00 pesos por dólar; o real fechou em alta de 17,6% a 13,51 pesos por real, no país vizinho. O Merval, principal índice da bolsa de valores da Argentina, afundou com uma queda acentuada de 37,93%. Para efeito de comparação a Bovespa fechou numa queda aterrorizante de 2%. Se a Bolsa de valores do Brasil tivesse um resultado de 37,93% de queda, seria considerado um desastre mundial e sem precedentes.

A bolsa de valores da Argentina é a 3ª mais importante da América Latina, atrás apenas da BM&FBOVESPA em São Paulo e da Bolsa de Valores Mexicana na Cidade do México. Os papéis da YPF, estatal argentina de exploração de petróleo, despencou 16,9%. O Banco Central da Argentina aumentou os juros para 74% para conter valorização do dólar. O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos da Argentina, um termômetro do risco país, também disparou e era negociado em 2.069 pontos no final da manhã de hoje, o que representa um aumento de 105% em relação ao fechamento de sexta-feira.

Toda essa turbulência se deu pela prévia das eleições na Argentina, que funcionam como uma pesquisa eleitoral do primeiro turno no país e deu vitória para o socialista Alberto Fernández. Mas as eleições oficiais ocorrerão em 27 de outubro. A chapa que alcançar 40% dos votos úteis e dez pontos porcentuais a mais que a segunda colocada, será eleita. Para vitória em primeiro turno o candidato precisará conquistar 45% dos votos e mais um.

Com tudo, a chapa do opositor Alberto Fernández, na qual Cristina Kirchner é vice, conquistou 47,34% dos votos, enquanto a coalizão de Macri aparece com 32,25%. Mas sim, existe uma chance para Macri e para a Argentina, até a contagem do último voto, mas podemos dizer que somente um milagre salvará a Argentina.

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