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Presos no ‘mensalinho’ da alerj  saem pela porta da frente da cadeia
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Presos no ‘mensalinho’ da alerj saem pela porta da frente da cadeia

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16 dos 39 parlamentares que votaram pela soltura constam nas planilhas do esquema

 

Conhecido como o ‘Mensalinho’ da Alerj, a Operação Furna da Onça – desdobramento da Lava-Jato no Rio, que condenou também o ex-governador da cidade, Sergio Cabral – chefe da quadrilha, foi ridicularizada após levar para a cadeia deputados acusados de receber propina no esquema que roubou mais de $75 milhões do estado por ter sido revogada por votação na Assembleia Legislativa do Rj, onde deputados – comparsas – dos criminosos decidirem pela soltura dos parlamentares.
Foram beneficiados André Corrêa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcus Vinícius Neskau (PTB) e Marcos Abrahão (Avante). Chiquinho da Mangueira (PSC) já cumpria prisão domiciliar.
Com larga diferença, 39 parlamentares decidiram por trazer às ruas os políticos que roubaram do povo seu suado imposto pago que deveria, por obrigação, moral e lei constituída, lhes devolver o direito à educação, saneamento básico, saúde, segurança pública e tudo o que cabe ao estado administrar.

‘Injustiça,
diz André Corrêa
“Preso sem ser condenado, sem ter direito a julgamento, sem sequer ser ouvido pelo juiz. Muito sofrido. Família sofre, mas acredito na Justiça. Tenho pra mim reputação estraçalhada. Tenho pra mim aquilo que eu acredito, a palavra que eu acredito, é que a justiça será feita. Sou inocente. E aqueles que foram humilhados serão exaltados”, afirmou o deputado.
Questionado se irá à Justiça para tentar recuperar o mandato – suspenso pela Alerj -, ele disse que ainda vai decidir: “Isso eu vou decidir lá na frente”.

Citados em planilhas votaram pela soltura dos ‘comparsas’
O loteamento de cargos públicos é um dos cernes da denúncia contra os deputados estaduais presos na Operação Furna da Onça — que estão prestes a deixar a cadeia. Além deles, 16 dos 39 parlamentares que, anteontem, votaram a favor da soltura de seus colegas têm os nomes citados numa planilha apreendida pela Lava-Jato em 2017 que, supostamente, indicaria práticas semelhantes.
Os deputados que votaram para soltá-los não foram denunciados. Um deles é o atual presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), com 14 menções na planilha referentes a indicações, por exemplo, para o Detran nos municípios de Japeri, Paracambi e Mendes.
Com dez citações, Dr. Deodalto (DEM) foi além ao dizer que, na época, a divulgação da planilha causou revolta e estranheza a ele e a vários colegas.

Suplentes e Posse
Impedidos de retomar seus cargos, os parlamentares agora travarão nova briga judicial. Seus suplentes – desaparecidos políticos já que tapam buraco de corruptos – não vão querer largar a vida anônima e rentável da politicagem tão facilmente.
Empossados por liminar, quando se trata de justiça brasileira, é possível e provável que venhamos assistir aos corrutos chorando no momento de tomar seus assentos na Alerj – também conhecida como Casa dos advogados de porta de cadeia – discursando sobre justiça divina.

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