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PARLAMENTO VENEZUELANO DECLARA MADURO ‘USURPADOR’
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Chanceler da Venezuela acusa EUA de ‘incitar a violência’ para derrubar regime

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, acusou ontem os Estados Unidos de “incitarem a violência” para derrubar o regime de Nicolás Maduro. Ele reagiu a uma postagem do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que celebrou a decisão do Parlamento venezuelano de declarar Maduro “usurpador da presidência”.

Na terça-feira, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, telefonou para Juan Guaidó – presidente da Assembleia e um dos maiores líderes da oposição a Maduro. Na ligação, ele também celebrou a decisão do Parlamento venezuelano em reforçar o boicote ao governo do chavista.

EUA e Venezuela em tensão
Após vencer as questionadas eleições de 2018, Maduro elevou o tom contra os Estados Unidos, a quem acusa de liderar um complô para retirá-lo do poder. Essa conspiração, segundo o venezuelano, teria participação do Brasil e da Colômbia, que elegeram presidentes opositores ao regime chavista no ano passado.

Também nesta quarta-feira, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, acusou Maduro de ser um ditador que “quer se perpetuar no poder com eleições fictícias”, durante encontro com o brasileiro Jair Bolsonaro.

Maduro tomou posse para o segundo mandato em 10 de janeiro. A oposição política venezuelana e diversos países – entre eles, os Estados Unidos, o Canadá e os membros do Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte – não reconhecem a legitimidade do novo mandato de Maduro. A Organização dos Estados Americanos (OEA) também declarou, nesta tarde, que não vai reconhecer o governo do socialista.

Parlamento defende nação
A Venezuela aprovou um acordo, classificado como histórico pelos parlamentares, em que é declarada “formalmente a usurpação da Presidência da República” por Nicolás Maduro. A moção estabelece ainda a anulação de “todos os supostos atos emanados do Poder Executivo”.
A decisão ocorre após a prisão e libertação do presidente do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, um dos principais opositores de Maduro.

Brasil não reconhece mandato
Para o Brasil, o segundo mandato de Maduro não é legítimo, a Assembleia Nacional Constituinte deve assumir o poder com a incumbência de promover novas eleições.

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