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PAIS AUTORITÁRIOS PROTEGEM MAIS CONTRA DROGAS DO QUE OS PERMISSIVOS
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PAIS AUTORITÁRIOS PROTEGEM MAIS CONTRA DROGAS DO QUE OS PERMISSIVOS

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Quem garante que a rigidez e a autoridade vencem a permissividade é a conclusão de um estudo oordenado por Zila Sanchez, docente do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A pesquisa –realizada com 6.381 jovens de seis cidades brasileiras, com idade média de 12,5 anos– analisou quatro perfis de pais: autoritativo (que combina exigência com diálogo e afeto), autoritário (em que prevalece a exigência), indulgente (que tem baixo grau de exigência, mas alto de diálogo e afeto) e negligente (em que as duas características são baixas).

“Foi feito um ranking, que listava do perfil mais protetor ao menos. As extremidades corroboraram estudos internacionais. Pais autoritativos são os mais protetores e os negligentes, os menos. A surpresa foi que o segundo perfil mais protetor é o de pais autoritários. Lá fora, essa posição costuma ser ocupada pelos indulgentes”, diz.

Estudo reconhecido
Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico científico “Drug and Alcohol Dependence”, em agosto. Os estudantes ouvidos eram do 7º e 8º anos de 62 escolas públicas localizadas nas cidades de Tubarão (SC), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP), Fortaleza (CE) e Brasília (DF). Eles responderam questionários de forma anônima.

Limite é afeto
“A dificuldade de muitos pais de colocarem regras vem da preocupação de deixarem de serem amados pelos filhos. Mas o papel deles é educar. O amor vai vir como consequência de todo o trabalho de criação”, diz o psicólogo Yuri Busin, diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde mental – Equilíbrio), em São Paulo.

A psicóloga Mariana Verpa Sanches, do Grea (Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas), ligado ao Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), afirma que o que o que muitos pais parecem não saber é que colocar regras e cobrar o cumprimento delas também é uma forma de afeto.

“No grupo, atendemos dependentes a partir de 18 anos, e já ouvi de muitos que a liberdade que tinham parecia ser falta de amor”, diz a psicóloga.

Opinião
Nem Xuxa, artista ou ‘formador de opinião’ têm o direito de ditar regras de como os pais devem ou não criar seus filhos. A palmada, quando não é apolicada no intuito de espancar é de muita valia no processo educaional.
Os pais de hoje são frutos de boas palmadas e, por estarem de pé, trabalhando honestamente, formando, protegendo e sustentando suas famílias dignamente, provam que elas não matam. Pelo contrário, fortalecem!

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