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ONU decide enviar missão de direitos humanos ao chile a pedido de políticos
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ONU decide enviar missão de direitos humanos ao chile a pedido de políticos

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País enfrenta a maior e mais generalizada revolta social das últimas décadas

 

A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, anunciou que enviará uma missão ao Chile para acompanhar a situação em meio aos protestos e distúrbios que ocorrem por todo o país. Com a medida, a representante da ONU segue a solicitação feita a ela por parlamentares da oposição e pelo presidente Sebastián Piñera.
A confirmação de Bachelet veio minutos depois que o ministro das Relações Exteriores, Teodoro Ribera, informou que Sebastián Piñera a contatou para pedir que enviasse pessoal. “O presidente também ratificou seu interesse em proporcionar o maior acesso a essas pessoas. O presidente também chamará pessoalmente o Alto Comissário para ratificar sua disposição de facilitar o acesso dessas pessoas onde desejarem”, afirmou o ministro.

Toque de recolher
Nesta quinta, o presidente Sebastián Piñera anunciou um plano para acabar com o toque de recolher aplicado por cinco dias consecutivos em várias regiões do país desde que uma crise social teve início na semana passada.
O plano começou a ser aplicado a partir de quarta-feira em Santiago, onde o toque de recolher foi reduzido para seis horas, das 22h às 16h.
Estado de emergência
O estado de emergência foi decretado no sábado, após um violento dia de protestos na sexta-feira pelo aumento de quase 4 centavos no bilhete do metrô. Depois, a pauta dos manifestantes incluiu outras demandas sociais, com saques em supermercados e empresas, além de queima de várias estações de metrô.

Até agora, chega a 18 o número de mortos pelas manifestações, entre eles cinco agentes do Estado, em meio a crescentes denúncias de abuso policial e militar.

As manifestações se tornaram um movimento muito maior, heterogêneo e sem liderança identificável, o que coloca outras demandas sobre a mesa, principalmente um aumento nas aposentadorias muito baixas no sistema de capitalização, que permanece como uma herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973- 1990).
O governo prometeu uma melhoria nas pensões dos mais pobres, a suspensão de um aumento de 9,2% nas contas de luz, um aumento no salário mínimo, mais impostos para aqueles com renda mais alta e uma diminuição nos gastos parlamentares e altos salários públicos.
Na terça-feira, Piñera pediu “perdão” e reconheceu sua “falta de visão” para antecipar a crise, dois dias depois de afirmar que o país estava “em guerra”.

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