Home Brasil Obra de R$ 45 milhões, tragédia com 2 mortes e proibida para utilização

Obra de R$ 45 milhões, tragédia com 2 mortes  e proibida para utilização
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Obra de R$ 45 milhões, tragédia com 2 mortes e proibida para utilização

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Uma das grandes promessas para as Olímpia dos do Rio, a ciclovia Tim Maia na Avenida Niemeyer, em São Conrado é a prova do descaso das autoridades, do desperdício de dinheiro público e o deboche ao cidadão brasileiro.
Pouco mais de noventa dias após sua inauguração, um trecho com cerca de 20 metros desabou provocando a morte de duas pessoas: o engenheiro Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos, e o gari comunitário Ronaldo Severino da Silva, de 60.

Incompetência generalizada
Só mesmo os governos para contratarem o pior da engenharia carioca para servir a população. O delegado responsável pelo caso, Alberto Lage, afirmou na ocasião que “ Cada indiciado, ao exercer a sua profissão, não o fez com a devida técnica. Isso é, não observou algo importante que deveria ser observado”.
Dos 14 indiciados por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. Sete são da GEO-Rio – órgão da prefeitura responsável pelo projeto básico e pela fiscalização da obra. Segundo o inquérito, a principal falha dos supostos autores do projeto básico, Geraldo Batista Filho, Juliano de Lima e Marcus Bergman, foi não terem previsto a incidência de ondas
até o tabuleiro – a pista da ciclovia.

Interdição perpétua
Os problemas estruturais identificados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) na ciclovia vão além do trecho em que um desabamento matou duas pessoas em abril do ano passado. A obra, inaugurada em janeiro de 2016, apresenta sinais precoces de deterioração, e o conselho aponta falhas
na construção.
O presidente do Crea, Reynaldo Barros, disse que o problema determinante para a tragédia foi a falta de fixação para as bandejas, que estavam apenas posicionadas sobre os pilares de sustentação.
Desperdício e impunidade
Quase um ano depois do desabamento o laudo do (Crea-RJ), divulgado esta semana, recomendou que a via seja interditada em todo trecho entre o Leblon e São Conrado, e não só na área próxima ao acidente, como acontece hoje. O documento afirma que a estrutura, inaugurada há 14 meses, não tem condições adequadas de segurança e só deveria ser reaberta depois de intervenções que corrijam falhas na construção e desgastes como corrosões e fissuras.
Quanto aos mortos? Que chorem as famílias. Pois Pedro Paulo Carvalho não é mais o secretário Executivo de Governo e não conquistou sua vaga como prefeito do Rio de Janeiro.
Quanto ao investimento? Dinheiro de contribuinte no Brasil não tem valor.
Quanto ao CREA fiscalizar agora o que deveria ter acompanhado nas obras? A empresa contratada para a construção pertence à família do então secretário municipal de turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello.

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