Home Sociedade O DIREITO DA PESSOA TRANS COMPETIR TERMINA QUANDO SE INICIA O DIREITO DAS MULHERES A TEREM UMA COMPETIÇÃO JUSTA

O DIREITO DA PESSOA TRANS COMPETIR TERMINA QUANDO SE INICIA O DIREITO DAS MULHERES A TEREM UMA COMPETIÇÃO JUSTA
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O DIREITO DA PESSOA TRANS COMPETIR TERMINA QUANDO SE INICIA O DIREITO DAS MULHERES A TEREM UMA COMPETIÇÃO JUSTA

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Histórico mostra mudança de mulheres trans em diversos segmentos do esporte. Mas não há quase incidência de mulher que transmudou para competir com homens.

A de maior projeção – por enquanto- é Tifanny Abreu, jogadora transexual na superliga feminina que conseguiu quebrar o recorde da principal competição nacional de vôlei – no mesmo jogo ela marcou 39 pontos.

Mas entre partidas e campeonatos o que a patrulha da perseguição anti-biológica alega é que qualquer um que se pronunciar contra a presença de um nascido homem, com altura típica de um ser masculino, composto por músculos, pulmões maiores e mais potentes e de sua estrutura óssea superior a das mulheres será imediatamente classificado como intolerante e homofóbico.
Mas a verdade é que se homens pudessem competir nos esportes femininos, em pouco tempo, não haveria mais mulheres em muitas categorias. Por mais que muitos intelectuais esquerdopatas defendam que não existe diferença entre os sexos e que homem e mulher são meras construções sociais, na realidade, as mulheres são fisicamente inferiores aos homens, prova disse é que existe a Lei Maria da Penha e não Mário do Pinho.

Prova disso é que a lista a seguir enumera diversos casos em que mulheres trans – portanto homens de nascença – migraram para a categoria feminina e se sobrepuseram às atletas.

Renee Richards (tênis)
Renée Richards foi a primeira transexual a disputar um torneio profissional de tênis. Nascida Richard Raskind, integrou a equipe universitária de tênis na Universidade de Yale (EUA), nos anos 50, até abandonar o esporte e dedicar-se à carreira de médico oftalmologista. Em 1975, aos 40 anos, fez a cirurgia de adequação sexual e voltou a disputar torneios profissionais de tênis. Seu principal resultado foi a final do torneio de duplas do Aberto dos Estados Unidos em 1977, e sua melhor posição no ranking mundial, 20º lugar.

Dutee Chand (atletismo)
A indiana Dutee Chand, do atletismo, precisou enfrentar os dirigentes da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (Iaaf) pelo direito de competir. Em 2014, foi proibida de disputar os Jogos da Comunidade Britânica e os Jogos Asiáticos, por causa dos exames que apontavam altas taxas de testosterona. Após recorrer à Corte Arbitral do Esporte, foi autorizada a competir, pois não havia consenso sobre a relação da presença do hormônio com a melhora de sua performance . Chand participou da Olimpíada Rio-2016 – foi eliminada na qualificatória, ficando em penúltimo ligar em sua bateria.

Caster Semenya (atletismo)
Em 2009, a sul-africana Caster Semenya, que compete na prova dos 800 metros. causou espanto ao vencer com facilidade sua prova no Mundial de Berlim. Depois, descobriu-se que ela tem uma disfunção chamada hiperandrogenismo, distúrbio endócrino que a faz produzir mais testosterona que o normal nas mulheres. A Iaaf chegou a proibi-la de competir, mas após diversos exames (que nunca tiveram os resultados divulgados) foi liberada para competir normalmente. Semenya conquistou com facilidade a medalha de ouro nos 800m na Rio-2016.

Fallon Fox (MMA)
A americana Fallon Fox causou grande confusão no MMA, por ser a primeira transexual a participar da modalidade. Após fazer a cirurgia de adequação sexual, estreou no octógono em 2012. Participou de seis combates na carreira e venceu cinco. Porém, encontrou resistência nas outras lutadoras, entre elas a estrela Ronda Rousey, que se recusou a enfrentá-la, assim como a brasileira Beth Correia. Sem rivais, Fox não disputa uma luta desde 2014.

Laurel Hubbard (levantamento de peso)
O levantamento de peso também quebrou barreiras em 2017, graças à medalha de prata obtida por Laurel Hubbard, de 39 anos, primeiro transgênero a subir no pódio de uma competição oficial da modalidade, no Campeonato Mundial em Anaheim, nos Estados Unidos. Ela ficou em segundo lugar na categoria 90 kg feminino, somando um total de 275 kg no arranque e arremesso.

E quando, finalmente, um homen trans tentou competir com os machos biológicos, o resultado não foi nada surpreendente.

Chris Mosier (duatlo)
O americano Chris Mosier foi o primeiro transgênero a se qualificar, em 2015, para a equipe dos Estados Unidos no Mundial de duatlo (ciclismo e corrida), no ano seguinte, na Espanha. Ele iniciou sua transição em 2010 e desde então tornou-se ativista para inclusão de atletas transgêneros em diversas ligas esportivas. Mosier tentou mas não conseguiu a qualificação para a Rio-2016 no triatlo (que incluí também a natação).

A ex-jogadora de vôlei, Ana Paula, o técnico Bernardinho se pronunciaram contrários a presença de Tiffany na categoria feminina e foram massacrados como homofóbicos e preconceituoso, mas a verdade é que enquanto a minoria da comunidade trans grita por notoriedade, a biologia precisa e deve ser defendida. Pois essa é imutável, implacável e verídica.

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