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Nem ouro nem prata,  a guerra no mundo será por água
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Nem ouro nem prata, a guerra no mundo será por água

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Bilhões para as olimpíadas, bilhões no bolso dos corruptos que desviam dinheiro público, milhões para os sindicatos que sugam do governo federal como parasitas, milhões para os fundos partidários que deveriam ser sustentados por seus simpatizantes, milhões para as escolas de samba desfilarem suas musas nuas, milhões para os artistas que fazem a festa de uma noite na virada do ano, bilhões desperdiçados com mortos e inexistentes dos programas sociais, milhões que sustentam ex-presidentes com mordomias insanas, milhões para regalia dos políticos que deveriam trabalhar e ter o mesmo direito de seus patrões; o povo. E com tudo isso, nunca sobra, nunca dá para investir em um problema que assola milhões de pessoas no sertão e que já bate às portas da metrópole; a seca.
Mais que toda a riqueza em dinheiro, joias e bens materiais a água fará diferença entre vida e morte da população.
Só quem passou o transtorno de ter privado seu direito a água nas torneiras de casa pode imaginar- ainda que em pequena escala – o desespero de famílias que convivem com essa triste realidade em seu cotidiano.

2012 marca o pior cenário
Segundo o mapa Monitor de Secas do Nordeste do Brasil, os 9 estados da região estão sob seca extrema. O Ceará é um dos que apresentam maior avanço da estiagem. Maranhão possuía áreas de seca grave, moderada e fraca em setembro de 2015. Um ano depois, o mapa comprovou que grande parte do território está sob seca extrema.
Moradores de Alagoinha, no Recife estão há 1600 dias sem água nas torneiras. Desde 2012 a população não sabe o que é água potável.
A cidade possui dois chafarizes que são abastecidos com carros-pipa pagos pelo exército, mas cada família só tem direito a seis
baldes de água diariamente.

Colapso iminente
Há pouquíssimo tempo atrás, a imaginação da população brasileira dava a conotação da seca como um problema exclusivo do semiárido do país. A cultura ensinou assim através das obras de ficção – a morte das famílias definhando de sede e fome – e distanciou a realidade que já atinge as cidades.
Mas este é um colapso iminente. Metrópoles como Rio e São Paulo já passaram por seus racionamentos e aumento nas tarifas elétricas devido à escassez de água nos reservatórios colocando em xeque o planejamento dos governos federal e estadual, além de expor o total despreparo
no enfrentamento de situações de crise.
Nos centros urbanos o fim do racionamento é sempre anunciado junto à meteorologia, pois depende única e exclusivamente do que cai do céu. Somente as chuvas podem tirar a população de estado de escassez para o estado de alerta. Dependemos totalmente do clima e dos céus nos trazerem chuva para que milhões de pessoas possam ter acesso ao abastecimento.
Há décadas, os reservatórios sofrem perdas sistemáticas de volume e não há nenhum programa de reflorestamento, conscientização populacional quanto ao uso responsável dos recursos naturais ou um planejamento efetivo para reutilização da água.
Mas é certo e comprovado que, definitivamente, o sertão não vai virar mar. O cenário, mesmo com andamento de desertificação, é de uma paisagem cáustica, com animais mortos e uma imensidão de terra infrutífera.

Produtividade e economia
Como a lei garante prioridade ao abastecimento humano, a agricultura e a indústria são diretamente impactadas. Apenas no setor de hortifrútis a restrição do uso de água afeta mais da metade dos produtores. A queda pressão inflacionária, por causa do aumento dos preços de alimentos. Como o governo sonega informações precisas sobre a situação hídrica, os empresários não podem se preparar adequadamente.
O efeito danoso segue em cascata. A falta de água acarrweta desemprego, pois a redução da produção demanda menos mão de obra. Isso não acontece apenas nos campos, a produção industrial depende de quantidades consideráveis de volume hídrico para produzir e também sofre com a seca.

Este importante alerta segue para recomendação de uma maior conscientização da utilização otimizada do bem mais útil do planeta – a água. O levantamento recente feito pelo Estado em órgãos federais e estaduais mostra que 975 municípios brasileiros em 12 Estados e o Distrito Federal, incluindo capitais como Fortaleza e Rio Branco, chegaram neste mês em situação crítica ou de emergência por causa da estiagem ou já
adotaram rodízio no abastecimento à população.
A água é vida. E está se esvaindo com o descaso e incompetência governamental para tratar o assunto.
A seca chegou mesmo que o governo afirme estar tudo sob controle, depende de você fazer o recurso que lhe foi dado gratuitamente render.

Atitudes individuais de economia terão resultado no coletivo para preservação da água no mundo

Desde a escola todos aprendem que nosso planeta deveria ter sido batizado de ‘Planeta água’, mas muitos esquecem que, mesmo com dois terços do território ser formado por este preciso mineral, essencial para a vida, o planeta possui apenas 0,008% do total de água potável, própria para o consumo. Com o decorrer dos anos, o progresso tecnológico, a situação se agrava quando grande parte das fontes desta água, formada por rios, lagos e represas, está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem.
Mesmo com todos os alertas e a escassez que muitas cidades metropolitanas passaram devido ao racionamento de água pela falta de chuvas é difícil conscientizar que pequenos gestos de milhões de pessoas acarretará em ajudar na economia deste recurso natural.

Ponto fundamental a considerar é que a escassez de água no mundo é de responsabilidade única e exclusivamente humana. Por isso deve partir das pessoas soluções para resolver a falta de água e medidas para evitar o desperdício dela.

Tal como pequenos gestos individuais contribuem para uma sociedade mais justa e menos corrupta assim são as ações para economizar a água no mundo.
Ao escovar os dentes, fazer a barba, lavar vasilhas e roupas, só abrir a torneira quando necessário. Deixá-la aberta durante todo o processo desperdiça mais de 100L de água.
Evite banhos demorados. E só abra o chuveiro após ter tirado toda a roupa.
Utilize sabão e detergente biodegradáveis, que não poluem os rios.
Jamais jogue o óleo utilizado nas pias! Coloque-o em garrafa plástica bem tampada e jogue-os no lixo. Se souber de algum ponto de coleta na sua cidade, melhor ainda. Um litro de óleo contamina 1 milhão de litros de água – o suficiente para uma pessoa usar durante 14 anos.
Ao lavar o carro, utilize balde ao invés da mangueira; use vassoura para limpar a calçada.
Não jogue lixo em rios e lagos.

O Brasil é um país privilegiado. Mais de 11% de toda a água doce do Planeta está aqui. Nós também temos o maior rio do mundo – o Amazonas – e o maior reservatório de água subterrânea do mundo – o Sistema Aquífero Guarani. Por isso, devemos dar o bom exemplo. Como vimos, podemos contribuir muito para o bom funcionamento do Planeta, de maneira simples e eficaz.

situação do brasil
é pior que o divulgado

Diferente dos países desenvolvidos onde precaução é lema, no Brasil enquanto tudo está muito mal, a palavra de ordem é mentir para a população. Quando a situação torna-se caos, as autoridades começam a informar a situação.
Últimos dados de satélite mostram que a seca no Brasil é pior do que se pensava, com o Sudeste perdendo 56 trilhões de litros de água em cada um dos últimos três anos, disse um cientista da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) em outubro de 2015.
Ao menos 1.083 municípios do país, além do Distrito Federal, estão em situação de emergência por conta da seca ou da estiagem. Em cinco dos 15 estados afetados, o cenário atinge mais da metade dos municípios – No Rio Grande do Norte, 90% estão em emergência.
As grandes metrópoles do Brasil estão sob alerta de escassez de água devido reservatórios estarem abaixo do nível mínimo.
Esse é um alerta mundial. O mundo sofre com a falta de água potável e nós estamos entre os povos mais despreparados para lidar com o problema.
Dependendo apenas da natureza nos trazer chuva dos céus, nenhuma quantia jamais será suficiente para comprar o que de graça nos foi dado. O planeta e suas riquezas naturais.

A escassez de água já é considerada uma ameaça tão grande quanto o terrorismo e a proliferação de armas nucleares

Para alguns especialistas em relações internacionais, em menos de 50 anos já sentiremos as consequências, como aumento nos preços dos alimentos, protestos, migrações em massa de pessoas fugindo da seca abarrotando as metrópoles e o colapso de alguns estados. Por outro lado, há fortes argumentos contra o surgimento de um novo conflito mundial. Hoje, por exemplo, os países dependem mais comercialmente uns dos outros e temem o perigo real de destruição mútua caso sejam utilizadas bombas nucleares.
ALDO VAI ENTORNAR
Experts já apontam instabilidades e problemas em vários pontos do globo

SINAL AMARELO
“Os riscos de conflitos por falta de água estão crescendo devido à constante competição, à má administração dos países subdesenvolvidos e aos impactos das mudanças climáticas”, afirma Peter Gleick, especialista do Pacific Institute no assunto. Já há, por exemplo, vários rios secando devido a má conservação, como o Colorado, nos EUA, e o Indus, no Paquistão.
ERA DO DEGELO
A Amazônia possui a maior bacia fluvial e um dos melhores índices de chuva no mundo todo. Mas há motivos para nos preocuparmos. O aquecimento global está afetando os picos andinos, que alimentam o Amazonas. Segundo experts, gelo acumulado ao longo de 1.600 anos nos Andes derreteu em 25 anos. Em 2010, o rio teve a pior seca já registrada.
NDO UM JEITINHO
Graças a seus recursos naturais, o Brasil seria peça-chave numa crise hídrica. Mas, considerando nosso histórico, dificilmente entraríamos em um confronto militar. Sob imensa pressão externa, o mais provável é que faríamos acordos diplomáticos e comerciais (públicos ou ‘por baixo dos panos’) que garantiriam acesso às águas para países que já são nossos ‘clientes’.
A PÃO E ÁGUA
Analistas apontam que a Primavera Árabe (revolta popular que forçou mudanças políticas na Tunísia, no Egito e na Líbia) foi parcialmente alimentada pelo alto custo do pão nesses países. O preço subiu após uma onda de calor destruir a safra de trigo da Rússia em 2010. A falta de água pode ter impacto semelhante em outras colheitas – e em outros governos instáveis. Da mesma maneira, o derretimento do gelo no Himalaia deve afetar o suprimento de água no sul da

RRAGEM DA DISCÓRDIA
Só entre 2003 e 2010, o Tigre e o Eufrates perderam 144 km³ de água doce, o equivalente a todo o Mar Morto. As tensões diplomáticas entre Egito e Etiópia se agravaram depois que esta última iniciou a construção de uma enorme represa no Rio Nilo Azul, que poderá restringir o fluxo do Nilo. No Oriente Médio (que tem 5% da população mundial, mas só 1% da H2O potável), os rios Tigre e Eufrates poderão causar discórdia entre Israel, Líbano, Jordânia e Palestin

SEDE DE SANGUE
A briga por recursos hídricos pode se tornar violenta mais facilmente em locais onde já há fragilidades políticas ou problemas religiosos, étnicos e sociais. Um exemplo é a região de Darfur, no oeste do Sudão, em conflito desde 2003. Situações similares podem surgir em vários pontos da África, com pouca ou nenhuma intervenção do resto do mu

IGUAL A TERRORISMO
Escassez de recursos já é coSEDE DE SANGUE
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