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NÃO RECLAME DOS ‘VIADOS’ NA TV!
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NÃO RECLAME DOS ‘VIADOS’ NA TV!

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Por Alexandra Gomes

Todos os que se opuserem à propagação da agenda LGBTYWZXK através da mídia correm perigo ao mencionar a comunidade gay no Brasil.
Não se pode mencionar, pensar, falar e muito menos protestar quanto ao número de gays nas programações televisivas. Ou melhor, na grade de programação da Rede Globo de televisão.

Se eles empurram homossexual da manhã a madrugada, o telespectador, ainda que não assista, perdeu o direito de protestar contra a ‘gayzada’ espalhada pela emissora.

Ops! Não podem ser usadas as expressões baitola, viado, bicha, boiola (por isso o fim dos humoristas pelo mundo purpurina – a não ser que seja feito por artistas gays ou nas conversas entre os próprios gays -).
H. H maiúsculo de homo. Homossexual e daqui a pouco apenas e tão somente o nome social escolhido pelo transgênero, transexo e aos trans – qualquer mudança -.

Pior que atacar a liberdade de expressão é ver a Justiça injustiçando um cidadão por pensar e expor seu raciocínio.

No vídeo, publicado em seu Instagram no dia 3 de janeiro, Ratinho fala: “Eu estava aqui vendo a novela da Globo, aquela coisa de cangaceiro e tal. Mas poxa, a Globo colocou ‘viado’ até em filme de cangaceiro, gente? Naquele tempo não tinha ‘viado’ não. Você acha que tinha ‘viado’ naquele tempo? É muito ‘viado’: é ‘viado’ às seis da tarde, é ‘viado’ às oito da noite, é ‘viado’ às nove da noite, é ‘viado’ às dez da noite, é muito ‘viado’. Eu não sei o que está acontecendo, não tem tanto ‘viado’ assim. Ou tem? Será?”.

Taxado de homofóbico depois de expor sua reprovação a quantidade de histórias homoafetivas dentro da programação da Globo, Ratinho decidiu se retratar e desculpou-se pelo modo com que se expressou.

Mesmo assim, a Defensoria Pública de SP entrou com uma representação na quinta (4) contra o apresentador. O defensor público Rodrigo Leal da Silva, que fez a representação, disse: “O fato de ele ter se retratado não exclui o caráter homofóbico da fala”. Contudo, ele não explicou como isso poderia se caracterizar como tal, uma vez que Ratinho não defende a agressão nem faz ofensas aos homossexuais como um todo.

O seu pedido é que a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado abra um processo contra ele. O argumento é que o termo “viado” foi utilizado pejorativamente e recomenda que a secretaria o autue por “discriminação homofóbica”, o que pode lhe render uma multa.

Cala a boca, homofóbico
A situação remete a um caso similar. No final do ano passado, a rede de supermercados Hirota, de São Paulo, distribuiu aos seus clientes um devocional, assinado pelo pastor Hernandes Dias Lopes, que falava sobre família. Entre seus textos, alguns mostravam a visão bíblica sobre a homossexualidade, que é considerada uma “abominação” e condenava o aborto.

Após protestos de ativistas LGBT nas redes sociais, o Ministério Público de São Paulo ordenou que a Hirota suspendesse a distribuição do material com valores cristãos. Também informou que tomaria medidas judiciais, caso a empresa descumprisse a ordem.

Questão chave

Seria diferente se Ratinho tivesse mantido seu pensamento e trocado a expressão viado? A comunidade gay realmente não se manifestaria por essa fala?

“Eu estava aqui vendo a novela da Globo, aquela coisa de cangaceiro e tal. Mas poxa, a Globo colocou homossexual até em filme de cangaceiro, gente? Naquele tempo não tinha homossexual não. Você acha que tinha homossexual naquele tempo? É muito homossexual: é homossexual às seis da tarde, é homossexual às oito da noite, é homossexual às nove da noite, é homossexual às dez da noite, é muito homossexual. Eu não sei o que está acontecendo, não tem tanto homossexual assim. Ou tem? Será?”.

Nos resta esperar para ver.

Liberdade de expressão e liberdade religiosa são mortalmente feridas através de manobras do judiciário. A minoria ganha espaço impondo suas ideologias aos conservadores que, se caso se mantiverem omissos, serão calados pela Justiça injusta do nosso Brasil.

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