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Ministro protetor  dos bandidos oprimidos
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Ministro protetor dos bandidos oprimidos

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Preso desde 2015, condenado por duas vezes na Operação Lava Jato a mais de 32 anos de cadeia e sob denúncias de 33 crimes de lavagem de mais de R$ 2,4 milhões entre 2011 e 2014, a soltura do principal mentor dos esquemas do mensalão e petrolão, ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu trouxe indignação
à sociedade brasileira.
Horas antes da reunião dos ministros, a força-tarefa da Lava Jato no Paraná antecipou nova denúncia contra Dirceu na tentativa de mantê-lo onde não deveria ter saído; atrás das grades.
A denúncia foi a terceira contra José Dirceu na Operação. Ela atribui ao ex-ministro 33 crimes de lavagem de mais de R$2,4 milhões entre 2011 e 2014. Segundo o material distribuído pelo MPF à imprensa, a lavagem permitiria ‘o recebimento por José Dirceu de vantagens indevidas decorrentes de crime de cartel, fraude a licitação e corrupção praticados no interesse das empreiteiras Engevix e UTC e em detrimento da Petrobras’.

Defesa alega idade
Durante a sessão do STF que julgou o pedido de habeas corpus, o advogado de defesa de José Dirceu, Roberto Padoval, afirmou que a instrução criminal já foi encerrada e que o ex-ministro não teria mais como interferir ou exercer influência no processo. Além disso, disse “não ver sentido” em manter um homem de 70 anos na prisão.
Como se fizesse sentido um septuagenário enriquecendo às custas de propinas e esquemas de cartel para afundar a nação.

Votação dos ministros
A decisão foi tomada pelo voto favorável de três dos cinco ministros da 2ª Turma: Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. O relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, e o ministro Celso de Mello, votaram por manter Dirceu preso.
Segundo decisão dos ministros, ficou para o juiz Sergio Moro a determinação de outras medidas cautelares menos graves que a prisão; Moro optou pelo uso da tornozeleira eletrônica.

Gilmar Mendes
e a mancha do STF
Casos parecidos de outros envolvidos receberam sentença favorável à permanência na cadeia, portanto, não há como entender qual critério utilizado pelo trio, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski
e Gilmar Mendes.
Talvez Dias Toffoli ter sido advogado do PT e subordinado de Dirceu, Ricardo Lewandowski fazer parte da turma e Gilmar Mendes demostrar grande apreço por determinados criminosos possa, um dia, esclarecer todas as coisas.
E o fato de dias anteriores ao presente de Dirceu, Gilmar mendes ter concedido habeas corpus para o empresário Eike Batista não deva ser considerado conflito de interesses pelo simples fato de sua esposa trabalhar para o escritório de advocacia contratada para defender
o ex-bilionário.
Nada disso, apenas e unicamente, aqui no Brasil, descredenciariam Gilmar Mendes e sua trupe…

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