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Ministro Gilmar Mendes quer proibir igrejas de lançar candidatos
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Ministro Gilmar Mendes quer proibir igrejas de lançar candidatos

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Depois da incumbência de votar o julgamento do presidente Michel temer, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na figura de seu presidente, Gilmar Mendes, estuda mecanismos para bloquear o que ele considera abuso do poder econômico na influência das igrejas nos processo eleitoral do país.

“Depois da proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal, hoje quem tem dinheiro? As igrejas. Além do poder de persuasão. O cidadão reúne cem mil pessoas num lugar e diz ‘meu candidato é esse’. Estamos discutindo para cassar isso”, afirmou Mendes.

Ironia e deboche aos fiéis
O magistrado acredita que há um potencial para abuso de poder econômico, uma vez que esse tipo de doação é de “difícil verificação”. Ele diz estar preocupado com o uso da estrutura física das igrejas para influenciar as eleições. “Outra coisa é pegar o dinheiro da igreja para financiar [campanhas]. Se disser [para o fiel] que agora o caminho para o céu passa pela doação de R$ 100, porque eu não vou para o céu?”, declarou.

Contra Crivella
Gilmar Mendes não é o único que pensa assim. O vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino já pediu ao TSE que o prefeito do Rio, Marcelo Crivella fosse condenado por abuso de poder religioso. Durante a campanha a governador em 2014, o bispo licenciado da Igreja Universal foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de usar a estrutura do templo da igreja em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, como comitê.

Sem forma
Contudo, o STE ainda não esclareceu quais medidas poderia aplicar, uma vez que ainda existe lei sobre o tema no país. Via de regra, a Justiça Eleitoral trata os casos de abuso religioso como outras formas de irregularidade, equiparando-a ao abuso de poder político, por exemplo.
Uma vez que não existe uma norma clara, a investigação se torna difícil, pois esse é um “crime” que sequer existe formalmente.
O canhão estaria apontado para os maçons, mórmons, ateus, satanistas e tantos outros adeptos da fé se eles, publicamente, declarassem seus candidatos?

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