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MENDIGO ASSASSINO: POLÍCIA APREENDE ARMAS BRANCAS COM MORADORES DE RUA
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MENDIGO ASSASSINO: POLÍCIA APREENDE ARMAS BRANCAS COM MORADORES DE RUA

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Facas, chaves de fenda e tesouras foram encontradas um dia após duas pessoas serem mortas por um morador de rua na Lagoa.Uma equipe da Comlurb realizou a limpeza embaixo do viaduto Saint Hilaire e guardas municipais fizeram o patrulhamento próximo à cena do crime.

Além das duas mortes – a do engenheiro João Carvalho Napoli, de 35 anos, que estava em um carro acompanhado da sua namorada, a bióloga Caroline Azevedo Moutinho, 29, também ferida. O educador físico Marcelo Henrique Correa Reais, de 39 anos, que foi ajudar o casal acabou sendo atacado e morto – cinco pessoas, entre elas uma técnica de enfermagem do Corpo de Bombeiros e um policial militar, ficaram feridas no cerco ao criminoso.

A Guarda Municipal apreendeu quatro objetos pontiagudos que considerou de potencial ofensivo: duas tesouras, uma chave de fenda e uma faca de serra. Os objetos foram levados para a Delegacia de Homicídios da Capital (Barra da Tijuca).

Violento e fichado
O morador de rua Plácido Correa de Moura, 44 anos, já tinha uma passagem pela polícia por outro ataque com faca, ocorrido em janeiro de 2016. Segundo informações, ele atacou seguranças de um prédio .
Além desta ocorrência, Plácido, que está internado sob custódia no Hospital Miguel Couto, tem outros três registros contra ele, um por agressão e outros dois por desacato e resistência. Em outubro de 2017, o morador de rua atacou a tijoladas um homem que passava pela Praça Marcos Tamoyo, no mesmo trecho onde aconteceu o ataque deste domingo.
Em fevereiro do ano passado, ele foi detido por desacato e resistência após ser abordado por policiais, também no mesmo local. O outro episódio contra agentes de segurança pública ocorreu em outubro de 2018 e foi enviado ao Juizado Especial Criminal, mas o processo está em processo de arquivamento, há que o morador de rua nunca foi encontrado.

Ameaças infinitas
O episódio inacreditável que tirou a vida de pessoas inocentes trouxe ao debate uma questão impossível de ser resolvida; como deter as armas brancas nas mãos dos cidadãos e assim como não se consegue classificar um transeunte apenas pela presença como criminoso ou trabalhador não se pode determinar qual mendigo alimenta um instinto assassino de um outro que apenas espera por caridade e uma oportunidade.
Mendigo mata, mendigo morre. Armas brancas são letais, armas brancas são proibidas. Um pedaço de pau na mão de um criminoso é suficiente para fazer estrago na vida de um cidadão de bem.

E a sociedade cada vez mais refém da violência se desespera e se fecha em seu mundo particular procurando se expor o menos possível.
Tempos de maior isolamento nos esperam se os gritos por maior independência de nossas polícias, a aprovação da redução da maioridade penal, a prisão perpétua, o fim das regalias de criminosos dentro das instituições do estado e a pena de morte não começarem a a ser discutidas com seriedade no Brasil.

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