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Maconha é liberada para venda nas farmácias

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Pouco mais de três anos depois da regulamentação no Uruguai, a chamada Lei da Maconha entrou em vigor em sua totalidade no país.
Medida que projetou o ex-presidente José ‘Pepe’ Mujica ao estrelato, ao sugerir que legalizar drogas poderia ser mais eficiente do que reprimir o tráfico, a legislação havia sido implementada em parte.
Há três anos operam os ‘clubes de cultivo’, em que grupos pequenos de usuários são autorizados a produzir droga para consumo dos sócios. Cerca de 51 clubes com 6.617 sócios foram criados desde a aprovação da lei. Além disso, o porte da maconha em pequena quantidade
já havia sido liberado.
As pessoas que quiserem consumir a droga produzida sob a tutela do Estado terão que realizar um cadastro junto as farmácias. Estas pessoas deverão ser maiores de 18 anos, contar com a cidadania uruguaia legal ou natural e residência permanente devidamente credenciada.
Por esta razão, é necessário mostrar na hora do registro o documento de identidade e um comprovante de domicílio.
Outro requisito é que as pessoas não estejam registradas em alguma das outras vias que prevê a lei – cultivo doméstico ou membro de um clube canábico -, já que está proibido ter acesso à substância por mais de uma via. E os consumidores contarão com a descrição governamental e seus nomes serão mantidos no anonimato.

É sempre a minoria
Segundo a Wikipédia, a última informação sobre o senso populacional de nosso vizinho é de 3.437.046 habitantes. O cadastro de usuários nos clubes da maconha não representa cerca de meio por cento dos uruguaios; o que confirma que o grito pela liberação das drogas no mundo não é da maioria populacional. A sociedade seja no Brasil ou no Uruguai não deseja que maconheiros estejam circulando,
livremente, pelas ruas do país.

Não diminui o tráfico
Como noticiamos e desmentimos em março deste ano os adeptos e a mulher de Caetano Veloso que, em viagem ao país vizinho, elogiou o fato de encontrar outros maconheiros com seus baseados pelas ruas e pediu pelo fim da repressão no Brasil, estudos dos departamentos de inteligência de diversos países comprovam que a liberação da maconha não diminui a criminalidade advinda do tráfico de drogas. No Uruguai, onde a venda nas farmácias é inédita no mundo, o Diretor Nacional de Polícia do Uruguai, Mario Layera, disse que a legalização da maconha, aprovada em 2013, não implicou diretamente na queda do tráfico desta droga e que o narcotráfico aumentou
o número de assassinatos.
“No ano passado tivemos os níveis históricos mais altos de confisco no país proveniente de outra região. Por isso, entendemos que o tráfico para o Uruguai não se ressentiu de maneira notável”, comentou Layera em entrevista sobre a vigência da lei.

Seja no Uruguai, na Alemanha ou no Brasil, legalizar as drogas nunca será fator predominante para redução da criminalidade ou do tráfico de drogas.
Não se trata apenas de repressão e sim de combate ao traficante que seduz jovens ao vício. Esteja ele na clandestinidade ou com placa reluzente em estabelecimentos legalizados.

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-- Jornal Nação --