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ISLÂNDIA ABORTA BEBÊS COM DOWN
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ISLÂNDIA ABORTA BEBÊS COM DOWN

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Basta o diagnóstico de um cromossomo extra, para que seja realizado o aborto na Islândia. O país é o primeiro a erradicar a Síndrome de Down.
A taxa de nascimento com a síndrome é de uma ou duas pessoas por ano, isso porque estes não tiveram a condição detectada no exame pré-natal.

A Síndrome de Down é uma condição que permite que seus portadores vivam normalmente, com uma expectativa de vida média de 60 anos, mas a Islândia considera uma deformidade, e por isso permite o aborto mesmo depois de 16 semanas de gestação.
Os exames pré-natais que identificam más-formações não são obrigatórios no país, mas a maioria das gestantes optam por realizá-los.
Há casos em que os médicos sofrem ações judiciais por não reconhecerem os marcadores da síndrome nos testes.

Normalidade
As mães tratam o fato com normalidade. Preparam-se para a chegada de um filho, e depois da descoberta do cromossomo a mais, realizam o aborto. Após o procedimento, fazem uma visita ao corpo do bebê e fazem uma pequena cerimônia religiosa para lhe dizerem adeus. É comum a confecção de cartões com o nome do bebê e uma oração, uma espécie de celebração e despedida.

Helga Sol Olafsdottir, conselheira do Landspitali University Hospital, também trata o procedimento com normalidade e não acredita que a erradicação dos bebês seja assassinato em massa.
“Nós não vemos o aborto como um assassinato. Olhamos como uma coisa que finalizamos. Nós finalizamos a possibilidade de uma vida que pode ter grandes complicações… Prevenindo sofrimento para a criança e para a família.”

Outros países
O país escandinavo é o primeiro a chegar na marca de 100% de abortos de bebês nessa condição. Mas a tendência já existe em outros países, a Dinamarca por exemplo, também pretende atingir ao limite em um prazo máximo de 10 anos. Enquanto, no Reino Unido o aborto já vitima 90% dos bebês. Na França, são 77% e nos Estados Unidos 67%.

Em termos estatísticos, a grande maioria das pessoas com síndrome de Down gostam de sua vida e aparência, além de ter sido comprovado que os portadores da síndrome são elementos extremamente afetuosos e felizes.
O mundo desvaloriza cada vez mais a vida, e tenta “limpar” o planeta de pessoas que possuam qualquer tipo de diferença.
Nunca é fácil para os pais receber notícias ruins durante uma gravidez, mas com certeza, a vida é muito mais feliz com seu filho. O valor de uma criança não pode ser erradicado, independente de qualquer deficiência.

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