Home Brasil ÍNDIOS CRIAM MILÍCIA NAS FRONTEIRAS COM PERU E COLÔMBIA PARA COMBATER VIOLÊNCIA E TRÁFICO

ÍNDIOS CRIAM MILÍCIA NAS FRONTEIRAS COM PERU E COLÔMBIA PARA COMBATER VIOLÊNCIA E TRÁFICO
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ÍNDIOS CRIAM MILÍCIA NAS FRONTEIRAS COM PERU E COLÔMBIA PARA COMBATER VIOLÊNCIA E TRÁFICO

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Para evitar que o Amazonas seja infestado ainda mais de violência pela proliferação do tráfico de drogas no estado, índios da etnia ticuna, de quinta a domingo, quando cai a noite nos bairros de Umariaçu, em Tabatinga (AM) saem de camiseta preta, calça, coturno, cassetetes, rádios e lanternas.

Eles são voluntários na formação de uma milícia que já conta com cerca de 40 homens que patrulham o bairro para coibir a propagação do comércio de drogas e crimes na região.

Tabatinga, cidade a 1.100 km de Manaus (AM) e que fica na tríplice fronteira de Brasil, Peru e Colômbia, abriga cerca de 8.500 ticunas em Umariaçu, onde as terras à beira do rio Solimões são demarcadas. Os índios que vivem às margens do rio pela agricultura de subsistência no local, viram aumentar a violência entre os jovens nos últimos anos.
Álcool e drogas
O álcool, proibido por lei de sre vendido em terras indígenas, chegou à aldeia, assim como a maconha e a cocaína, trazidos por pessoas de fora, geralmente traficantes da FDN (Família do Norte), facção que controla o tráfico de droga que chega da Colômbia.

A violência desencadeada pelo tráfico de drogas levou à aldeia a se organizar como própria força de segurança.
PM é insuficiente
A Polícia Militar diz não ter recursos para manter patrulhamento no bairro. Também alega que, por serem terras demarcadas, o trabalho deveria ser feito pela Polícia Federal, que por sua vez diz não ter entre atribuições o policiamento ostensivo.

População apoia
Os voluntários de Umariaçu se reúnem desde abril. As rondas vão de 18h à meia noite. Os moradores apoiam as rondas.

A baixa escolaridade e falta de colocação no mercado de trabalho são os principais fatores que encaminham os jovens para a criminalidade. As crianças terminam os estudos e, pela falta de emprego, perdem a continuação da vida estudantil amparado pelo salário das primeiras colocações empregatícias.

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