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FUTUROS MÉDICOS TROTAM CALOURAS EXIGINDO QUE NÃO RECUSEM ‘TENTATIVA DE COITO’
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FUTUROS MÉDICOS TROTAM CALOURAS EXIGINDO QUE NÃO RECUSEM ‘TENTATIVA DE COITO’

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Já é sabido no Brasil que muitos pais preparam seus filhos para a universidade correndo o risco de perder todo o investimento de caráter dos jovens ao ingressar no sonho de conquistar o diploma universitário. Mais uma vez passar para uma faculdade tornou-se um pesadelo e demonstração de atrocidades explícitas. Desta vez, futuros médicos realizaram verdadeiro show de horrores ao obrigarem calouras a jurarem ajoelhadas que nunca iriam recusar “tentativa de coito” de um veterano.

A cena aconteceu com recém ingressas de Medicina da Universidade de Franca (Unifran), no interior de São Paulo e provocou reações de entidades estudantis e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em um dos trechos, as jovem repetem a frase: “Juro solenemente, nunca recusar uma tentativa de coito de um veterano. Prometo nunca entregar o meu corpo a nenhum invejoso, burro, trouxa… da Odonto”.

O trote com essas afirmações parece ser recorrente na universidade. Após a divulgação do vídeo, uma aluna de Medicina da Unifran postou na sua conta no Facebook que passou por esse mesmo “juramento” durante trote em 2015.

Recusa e linchamento
“Pois é gente, em 2015 eu levei trote dos veteranos da Medicina da Unifran e tive que declamar essa p… de juramento. Esse mesmo que vocês estão espantados. Recebi café, ovo na cabeça, feno dentro da roupa, tinta, tive que bochechar violeta genciana que tinha passado pela boca dos outros 100 alunos levando trote. Eu era a exceção, e me posicionei contra o trote, contra meus colegas de faculdade. A maioria das pessoas me julgava e tentava me silenciar, ameaçava os calouros que me ouviam, me chamava de vergonha da faculdade por não apoiar as tradições, veio me ordenar a apagar comentários em que eu opinava”, disse Elisa Anawate em mensagem na rede social.

Enquanto as entidades de ensino limitam-se a divulgar notas de repúdio, ano após ano, alunas (em sua maioria, mulheres) são constrangidas, ameaçadas e violentadas por quem deveria ser exemplo de lisura e respeito ao diploma almejado.
Péssimos alunos resultam em péssimos profissionais. Essa lição precisa ser revista pelos reitores, professores, OAB e entidades competentes pelas punições a esses criminosos travestidos
de estudantes.

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