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FAVELAS DO RIO PRODUZEM OS NOVOS POLÍTICOS
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FAVELAS DO RIO PRODUZEM OS NOVOS POLÍTICOS

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Jovens estudantes,moradores das favelas do Rio estão aprendendo, discutindo e pensando na vida política.

O evento chamado TodoJovemÉRio leva para sala de 40 casas de jovens espalhados por diversas periferias, favelas e subúrbio do Rio o debate de questões políticas e sociais com objetivo de formar novas lideranças.

Promovido pela Agência de Redes para A Juventude, criadora de uma metodologia que ajuda jovens a desenvolverem suas próprias soluções para as favelas onde vivem – A Rede teve seu método exportado para o Reino Unido, já sendo usado em projetos em Londres e Manchester.

Pela primeira vez desde que foi criada em 2011, a agência decidiu mudar o foco de seu trabalho e falar de política, num momento em que o Brasil vive uma grande polarização e não vê novas lideranças surgindo.

Engajamento
Os capacitadores do projeto, a maioria jovens saídos de outros trabalhos da agência, mostram como as pessoas podem participar politicamente da vida em sociedade – ensinam, por exemplo, como contatar a prefeitura para pedir melhorias efetivas para as comunidades (iluminação, conserto de equipamentos) e indicam também como ocupar o espaço público para falar a mais pessoas, seja por meio da arte ou de alguma outra atividade.

Um prefeito da periferia daqui a 20 anos
Para o produtor cultural, escritor e diretor Marcus Faustini, fundador da Agência de Redes para a Juventude, é preciso antes de tentar fortalecer um único movimento político, voltar a fazer com que a política em si ganhe espaço na sociedade e assim surjam vários movimentos ao mesmo tempo. E, com eles, aumente a diversidade. “Estamos preparando esses jovens para que eles sejam respeitados e escutados no próximo ciclo eleitoral”, diz ele, também crescido na periferia.

Alguns movimentos surgidos nos últimos anos tentam colocar a política em pauta e buscam lançar dali algum possível novo nome a disputar eleições, é o caso do Agora!, por exemplo, que cogitou lançar o apresentador Luciano Huck à Presidência em 2018. Mas a maioria é formada por pessoas de maior poder aquisitivo, empresários, advogados.

“O debate sobre as futuras lideranças políticas do Brasil não pode ficar restrito à classe média. Se queremos uma renovação, precisamos ir também para a periferia”, afirma Faustini.

Para Faustini, pensar em começar a formar lideranças agora para que elas apareçam como possíveis candidatos/as daqui a 20 anos não é um tempo demasiado longo.

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