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Família de adolescente morto em operação policial no Rio terá apoio psicológico

Família de adolescente morto em operação policial no Rio terá apoio psicológico

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A família de Christian Soares Andrade, de 13 anos, que morreu durante operação policial para prender traficantes na comunidade de Manguinhos, vai receber apoio psicológico e jurídico. No dia 8 de setembro, o adolescente foi atingido por um tiro quando jogava bola em um campo de futebol da comunidade.

O objetivo da ação, da qual participaram policiais da Divisão de Homicídios, da Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil e da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Manguinhos, era a prisão de quatro acusados de matar o soldado da Polícia Militar Clayton Fagner Alves Dias, de 30 anos, na madrugada de 29 de abril. Clayton levou 20 tiros quando voltava para casa, de motocicleta. Um dos acusados, Jefferson de Menezes Ferreira, chegou a ser identificado pelos agentes durante a troca de tiros. Ele e os outros acusados também são suspeitos de envolvimento em ataques às bases da UPP de Manguinhos.

O auxílio à família da vítima foi oferecido durante uma reunião com representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj) e da Defensoria Pública do Estado do Rio. Muito abalados, os parentes de Christian não quiseram prestar declarações.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputado Marcelo Freixo (PSOL), disse que a comissão vai viabilizar atendimento psicológico para a família. Freixo conversou com o delegado titular da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, sobre o futuro das investigações. “Christian é mais uma vítima jovem que o Rio de Janeiro perde. Agora a família dele precisa ser preservada e cuidada, e é o que estamos fazendo agora. Pessoas importantes, que estavam na hora do crime, ainda vão depor. E nós, da comissão, vamos cobrar passo a passo essas investigações”, disse Freixo.

Segundo o defensor público Daniel Lozoya, a defensoria assumiu o caso a pedido da família de Christian. “Vamos prestar assistência jurídica integral aos parentes, tanto no andamento das investigações quanto na reparação dos prejuízos morais que a família teve pela perda de um ente querido. Independentemente de onde a bala tenha partido, a responsabilidade do Estado é clara. Esperamos que eles assumam isso voluntariamente para compensar a dor dessa família”, disse Lozoya.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações sobre o crime estão em andamento na Divisão de Homicídios da capital. “Todos os policiais envolvidos na ação estão sendo ouvidos na [delegacia] especializada. A polícia realiza diligências em busca de provas que auxiliem nas investigações”, informou, em nota, a assessoria da Polícia Civil.

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