Home Mundo EXPOSIÇÃO DE ROUPAS QUER ROMPER MITO DE ESTUPROS POR ‘CULPA DA MULHER’

EXPOSIÇÃO DE ROUPAS QUER ROMPER MITO DE ESTUPROS POR ‘CULPA DA MULHER’
0

EXPOSIÇÃO DE ROUPAS QUER ROMPER MITO DE ESTUPROS POR ‘CULPA DA MULHER’

0

A Terceira lei de Newton descreve o resultado da interação entre duas forças. Ela pode ser enunciada da seguinte maneira: Para toda ação (força) sobre um objeto, em resposta à interação com outro objeto, existirá uma reação (força) de mesmo valor e direção, mas com sentido oposto. Mas em se tratando de ação comportamental, nem mesmo Newton conseguiu resolver o impasse.

Teria a mulher alguma reação sexual negativa a sua ação de exposição do corpo em trajes ‘impróprios?’

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de segurança Pública em 2016, mostrou que mais de um terço dos brasileiros acredita que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”. No mesmo estudo, 30% disseram que “mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada”.

Bélgica expõe vestuário das vítimas
Uma exposição de roupas de vítimas de estupro na Bélgica, porém, contradiz essa lógica. Exibida em Bruxelas, a mostra traz trajes que mulheres e meninas estavam usando no dia em que sofreram a violência sexual e reúne calças e blusas discretas, pijamas e até camisetas largas.

O objetivo dos organizadores é derrubar o “mito teimoso” de que roupas provocativas são um dos motivos que leva a crimes de violência sexual.

A exposição levou o nome de “A culpa é minha?”, em referência à pergunta que muitas vítimas se fazem depois de um ataque.

“O que você percebe imediatamente quando vem aqui: todas as peças são completamente normais, roupas que qualquer um usaria”, afirmou Liesbeth Kennes, que faz parte do grupo de apoio a vítimas de estupro CAW East Brabant, organizador da exposição.
A vítima nunca é culpada
No Brasil, estima-se que aconteça um estupro a cada 11 minutos – a subnotificação dos casos também é grande e somente 10% deles são levados à polícia, segundo o Ipea. São 50 mil casos registrados por ano, mas a estimativa é que existam pelo menos 450 mil.

Na pesquisa feita pelo Datafolha em 2016, 42% dos homens disseram que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”, enquanto 32% das próprias mulheres acreditam nessa mesma premissa.

Enquanto vítimas são acusadas de se vestirem de maneira provocativa ou de andarem sozinhas na rua à noite, Kennes reforça: “Só há uma pessoa responsável, uma pessoa que pode prevenir o estupro: o próprio estuprador”.

A roupa fala

Personal Stylist, look para o dia, para o trabalho, para a praia, etc… Indiscutivelmente, a roupa é uma forma de comunicação. Na verdade ela é a primeira comunicação de um ser humano. O modo como alguém se veste diz muito sobre ele. comprovado cientifica e comportamentalmente.  Se o jeito de se vestir não fosse importante não haveria consultoria, dúvida em como se apresentar no primeiro encontro, em uma entrevista de emprego e as prostitutas não seriam identificadas pelo jeito de se vestir.

OPINIÃO

O discurso esquerdista pelo liberalismo indiscriminado é de que a vontade faz a ocasião. Mas a verdade prática não é assim.

A mulher jamais será culpada por ter sido estuprada, mas ela é a única responsável pela mensagem que a roupa que escolheu vestir passa sobre sua imagem…

Ao ouvir uma mulher que decide se vestir ‘decentemente’ uma observação não pode deixar de ser considerada.
Muitas reclamam que as ‘indecentes’ circulam pelas ruas sem muita perturbação dos abusadores e que os casos de violência sexual ocorrem, majoritariamente, com as vítimas que não tinham o corpo exposto ou evidenciado pelas roupas provocantes.
Seria o resultado da ação promovida pela exposição sob uma reação pervertida do criminoso buscar pelo escondido?

Comentários