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ESCOLHA SER UMA BOA SOGRA
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ESCOLHA SER UMA BOA SOGRA

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Elas ocupam um dos cargos familiares mais indesejados da humanidade. Para muitos(as), são a personificação da megera, o brinde odiado do matrimônio, tema de piadas e alvo de xingamentos alheios. Boas ou más, as sogras dividem opiniões até hoje.
No que se refere a reclamações contra sogras, existe uma cultura machista que ainda privilegia os homens na posição de genro.
O homem acaba sendo adotado como um filho na família da mulher, mas a mulher costumeiramente é vista como intrusa e questionável na vida da família do parceiro. Por esse motivo, é mais raro o problema sogra-genro e muito mais comum sogra-nora.
É muito comum as mães que ficam disputando atenção e reclamando tempo do filho ou do casal com variados compromissos familiares. Pessoas dramáticas e manipuladoras já são trabalhosas por natureza, pois inspiram culpa e medo mas, no papel de sogra, isso ainda é mais terrível.
Ninguém duvida de que o maior desejo de um pai ou uma mãe é que seus filhos sejam felizes, mesmo que tenham escolhido uma vida diferente daquela que os mesmos pais desejariam. Assim, quando os filhos se casam, a atitude paterna e materna mais adequada deve ser de acompanhamento, de apoio e não de críticas ou comentários destrutivos que podem perturbar a
harmonia do casal.
O que deve prevalecer na relação entre sogros, noras e genros é o respeito à autonomia do casal. Os cônjuges é que devem ser responsáveis pelas decisões sobre o modo de vida familiar e
criação dos filhos.

Veja abaixo algumas dicas às quais toda sogra que deseja o melhor para os filhos deveria
prestar à atenção:
Não faça julgamentos precipitados
Evite formar uma ideia negativa sobre a pessoa que o seu filho ou filha escolheu para compartilhar a vida. Se a conhecer melhor, certamente encontrará qualidades e interesses comuns com ela. Sempre tente ver o que há de bom em cada um, especialmente naqueles que agora fazem
parte da família.

Não se intrometa
Lembre-se de que os problemas do casal devem ser resolvidos apenas pelos cônjuges. Não tente ajudá-los a solucionar o problema, a menos que eles peçam. E nunca coloque seu filho contra o cônjuge. Deixe que eles tomem as decisões.

Evite pedir atenção demais
Depois de casarem-se, a prioridade dos filhos passa a ser o cônjuge. Não tente mudar isso querendo que seu filho lhe dê atenção a todo momento, como se ainda fosse solteiro, ou fazendo-o sentir-se mal por não estar mais 24 horas ao seu lado.

Nada de palpites sobre tudo
Muitas vezes com a intenção de ajudar, sogros e sogras aconselham seus genros e noras sobre como tratar o cônjuge, educar os filhos, cuidar da casa etc. Isso pode criar atritos sérios. O melhor é esperar que eles peçam sua opinião antes de falar. E caso o pedido não aconteça, nunca diga nada.

Evite críticas e comparações
Com certeza você tem mais experiência e sabe muito mais que sua nora ou genro em diversos assuntos, mas não é necessário lembrar isso a todo momento, muito menos em público. Ao contrário, elogie as ações deles. Se sua nora, por exemplo, fizer um bolo de chocolate de que seu filho gosta, elogie-a, mesmo que o bolo não tenha ficado igual ao seu.

Sem fofocas
Caso descubra que sua nora ou genro fez algo que não devia, evite contar diretamente ao seu filho ou filha, pois isso pode criar uma situação desagradável. No máximo – e isso se sua nora pedir sua opinião – aconselhe-a a falar com o marido. Caso contrário, espere que seu filho se dê conta do que aconteceu e decida o que fazer.

As noras certamente não sabem como é difícil abrir mão de um filho para que ele vá viver com outra pessoa, mas elas um dia saberão, pois terão os seus próprios filhos e as sogras um dia também já passaram por situação semelhante ao se casarem com filhos de outras mulheres. Existem sogras que aprenderam com sua própria experiência e procuram fazer diferente em sua relação com as noras. E as noras, que um dia serão sogras, também terão essa oportunidade. É um ciclo sem fim. Essa é a reflexão que deve estar aberta nessa relação. Não existe vítima ou vilão, apenas duas pessoas exercendo papéis da forma como a vida ensinou a elas.

Portanto, desarme-se e colabore para uma boa convivência com a mulher que lhe proporcionou um dos maiores presentes; o homem de sua vida.
Não chegue para conhecer sua sogra com idealizações: não existe uma pessoa só boa ou só ruim.
Avalie a dinâmica da família do seu companheiro: por que essas pessoas agem como agem?
Não esqueça que foi você que chegou depois, não a mãe do seu parceiro.
Estabeleça seus limites na relação e respeite os limites de sua sogra.
Se você já tentou de tudo e nada deu certo, é melhor se afastar.
Nunca peça para que seu companheiro tome lado nas brigas ou até mesmo que se afaste
da própria mãe.

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