Home Sociedade Escolas públicas são exemplo na inclusão de alunos autistas

Escolas públicas são exemplo  na inclusão de alunos autistas
0

Escolas públicas são exemplo na inclusão de alunos autistas

0

Lei implantada em 2012 facilitou acesso de alunos especiais em escolas públicas

Surtindo efeitos de uma lei implantada em 2012, uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, em Campinas, revelou que estudantes com autismo sofrem menos preconceito nas escolas públicas.
O professor responsável pelo estudo, Robson Celestino Prychodco, confirma a influência da lei nos resultados positivos.
“As políticas públicas são recentes, então, a gente começa a sentir os efeitos disso, a partir dos alunos que estão na educação infantil. […] Impulsionado pela norma, pela legislação, acaba produzindo efeitos melhores, então, o preconceito diminui e aceitação aumenta”, afirma.

Públicas x Particulares
As escolas públicas e particulares são obrigadas a seguir as leis 12.764, de 2012 – que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) – e a Lei Brasileira de Inclusão, de 2015.
A lei 12.764 reconhece o autismo como deficiência e prevê que, quando necessário, o estudante tenha direito a um acompanhante especializado.
Apesar da evolução, os pais ainda encontram dificuldades para conseguir matricular seus filhos com autismo, principalmente em escolas particulares. Entre os pais que participaram do estudo e tentaram por uma vaga para seu filho, a maioria não conseguiu, as crianças foram simplesmente recusadas. As escolas particulares fazem exigências que dificultam o ingresso de crianças especiais à escola, como por exemplo, cobrar que a família pague pelo serviço do acompanhante especializado. Para o professor, é nesse ponto que a escola pública se destaca.
“Os mecanismos de exclusão nas públicas são menos incisivos, porque elas são sujeitas às normas de uma maneira mais regulamentada e fiscalizada do que nas particulares [..] Na pública, a criança chegou, o diretor não pode simplesmente dizer que não vai matricular, se ele tem a vaga, ele é obrigado
a matricular”, explica.
Apesar de todos os danos que a educação pública sofreu nos últimos anos, a lei implantada gerou avanço e criou oportunidade não só para as crianças autistas, mas também para as outras crianças conviverem e aprenderem com o ‘diferente’.

Comentários
-- Jornal Nação --