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É MELHOR UM ASSASSINO ARREPENDIDO OU UM CRIMINOSO PERPÉTUO?
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É MELHOR UM ASSASSINO ARREPENDIDO OU UM CRIMINOSO PERPÉTUO?

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Por que é tão difícil para a sociedade receber um ex-criminoso que se declara regenerado de seu passado de regressão?

A palavra arrependimento é de origem grega (metanoia) e significa conversão, mudança de direção e mudança de mente; mudança de atitudes, temperamentos, caráter, trabalho, geralmente conotando uma evolução. Então arrependimento quer dizer mudança de atitude, ou seja, atitude contrária, ou oposta, àquela tomada anteriormente em determinado assunto específico.

Mas por que nos dias atuais, a humanidade acredita cada vez menos nos arrependimentos?
A pergunta a essa resposta denota vários fatores que precisam ser esclarecidos.
O arrependimento está no grau de aceitação quando ocorre dentro do seio familiar, quando procede de alguém que não cometeu crime que tenha ganhado repercussão midiática ou a auto aceitação de uma mudança própria.
Parece que o direito ao arrependimento está restrito a individualidade das pessoas comuns. Mas não teria o ladrão de galinhas o mesmo peso que um ladrão de carros ou o matador de aula o mesmo peso que o assassino de uma criança?
Não. Não há! A visão turva e limitada da sociedade classifica monstros e monstros. Os erros aceitáveis – dentro de um padrão social – estão absolvidos mediante um arrependimento sincero, mas para as atrocidades é melhor – para a sociedade – que permaneçam nesse patamar.
Como abandonar o discurso de ódio, as incitações por Justiça se o criminoso traçar o caminho da retidão? O que farão os ‘influenciadores’ se os personagens cruéis e desprezíveis – combustível de suas explanações filosóficas e ideológicas’ deixarem de existir?

Antes de duvidar do arrependimento alheio, não teria essa mesma sociedade que rever seus conceitos para com o que ela impõem como aceitável ou não aos demais?

Guilherme de Pádua
Igreja, crime, arrependimento e conversão. Mais uma vez, um criminoso ganha notoriedade por declarar arrependimento através da fé.
Guilherme de Pádua, condenado a 19 anos pela morte brutal da atriz Daniela Peres que cometeu junto com, na ocasião, sua mulher Paula Thomaz, só cumpriu 7 anos.
Comentários nas redes sociais expõem o pensamento da sociedade com mais um bandido que segue sua vida depois de passar pouco tempo na cadeia e agora assumir o papel de ‘cidadão exemplar’.
Antes de analisar o posicionamento de um ex-criminoso, faz-se necessária a reflexão do pensamento social quanto ao comodismo ideológico.
Separar as indignações é ter a capacidade de entender que benefício para bandido não pode ser cobrado do bandido. A Justiça no Brasil é falha. Esta sim privilegia quem mata, rouba, sequestra e violenta. A Justiça, em sua mais pura forma de injustiça, concede privilégios reprováveis aos condenados. E esta mesma Justiça pune as vítimas e a sociedade com suas concessões.

 

OPINIÃO

A impunidade e os benefícios que a lei concede aos criminosos já são suficientes para aumentar o contingente de bandidos no Brasil.

Será melhor passar a vida sendo ameaçada pelos estupradores e frios assassinos ou acreditar que, pelo menos, pelas mãos de Guilherme de Pádua nenhuma outra mulher perderá a vida com dezenas de tesouradas no peito?

Estamos prontos para receber os arrependidos ou nos manteremos na posição de críticos incrédulos que preferem a imagem do bandido para sempre sendo um bandido?

Quantos Guilherme’s de Pádua serão necessários para que a sociedade tenha um posicionamento quanto ao que deseja?

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