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Curso prepara treinadores para transmitir conhecimento olímpico a jovens carentes

Curso prepara treinadores para transmitir conhecimento olímpico a jovens carentes

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Trinta e cinco treinadores de modalidades de esportes de combate olímpico e capoeira, que atuam em áreas afetadas pela violência no estado do Rio, estão sendo capacitados em curso iniciado ontem (12) e que termina na sexta-feira (14). O objetivo é desenvolver o papel de mentor a fim de que apliquem o conhecimento adquirido a jovens para que disseminem o que aprenderam em suas famílias e nas comunidades. O curso é promovido pela organização não governamental (ONG) Luta Pela Paz, em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

A coordenadora de projetos do Luta Pela Paz, Diana Bonar, disse que o trabalho desenvolvido no curso é a troca de experiências entre os instrutores a fim de capacitá-los para lidar com as demandas sociais que aparecem nos projetos sociais em que atuam. “O curso é educador esportivo social. Então, é importante se ocupar do desenvolvimento pessoal do aluno para que ele tenha mais autoestima, autonomia e senso crítico”.

Segundo Diana, a função do professor, no contexto de uma comunidade afetada pelo crime e a violência, não é só de ensinar a técnica, mas verificar se o aluno está se sentindo bem emocionalmente, sentimentalmente e fisicamente. A coordenadora de Esportes da organização, Luciana Neder, disse que o curso vai melhorar a qualidade do ensino desses treinadores. “Nós esperamos que os treinadores saiam daqui mais bem capacitados para desenvolver o lado pessoal dos alunos, além do esportivo.” Segundo ela, a parceria com o COB tem a pretensão de atingir outras comunidades, além das 17 nas quais os treinadores do curso atuam.

O professor de educação física, Manuel Lúcio Araújo Filho, com um projeto social na comunidade do Cesarão, na zona oeste do Rio, afirmou que a integração e a possibilidade de ter uma metodologia, agrega muito ao trabalho cotidiano na comunidade. “Essa integração entre as comunidades vai agregar muito ao meu trabalho daqui para a frente. Eu quase não tenho apoio na minha comunidade e não tenho parceria. Aqui aumenta o meu campo de visão sobre outros tipos de trabalho. Essa confraternização é a alma do curso”.

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