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CRIANÇAS RECRUTADAS: GERAÇÃO DE ÓDIO E TERROR
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CRIANÇAS RECRUTADAS: GERAÇÃO DE ÓDIO E TERROR

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Depois da perda de controle sobre Raqqa, Sirte e Mosul, o Estado Islâmico começou a entrar em colapso. Na Síria, Líbia e no Iraque os terroristas estão perdendo territórios antes conquistados para servir de base estratégica para ampliação do califado. Mas suas ambições de expansão mundial não estão se mostrando tão possíveis. Prevenidos, eles mantém um plano B, uma ‘estratégia de segurança’ arquitetada para prolongar a sobrevivência do grupo extremista depois de tantas perdas geográficas.

Filhote de leão
Primeiro o aliciamento, depois o recrutamento e o treinamento para criar um novo exército de crianças jihadistas, que podem virar combatentes adultos. A nova geração de ódio do Estado Islâmico, os chamados ‘filhotes de leão’. Crianças a partir de 4 anos frequentam os campos de treinamento e de execução.
Recrutar crianças como soldados é um crime de guerra. Mas poucos refinaram esse treinamento de maneira tão eficiente quanto o EI.
O programa é rigoroso, começa às 4h da madrugada com orações, exercício físico, treinamento para combate e lições sobre a sharia, a lei islâmica.
Como parte do treinamento, adolescentes saltam sobre pneus em chamas, rastejam sob arame farpado, enquanto balas disparadas voam sobre suas cabeças.
Mas a crueldade e o extremismo da maldade precisam ser ensinados. Imagens filmadas secretamente em Raqqa mostram crianças animadas em volta de uma espécie de jaula.
Dentro dela, está um morador local, um comerciante. Eles encaram o prisioneiro que está sentado no centro da jaula. As crianças esguicham gasolina no homem. Sua punição era entreter as crianças – como um animal em um zoológico. Mas crianças como aquelas já haviam visto muita coisa pior – como decapitações e execuções. Incendiar o homem e vê-lo queimar vivo foi uma atração momentânea para elas que, aos poucos, se transformavam em monstros.

Brigas familiares e desejos carnais
Crianças são aliciadas por militantes cuidadosos. Terroristas no momento do convite, não prometem apenas salvação e paraíso. Muitas são atraídas por promessas de riquezas, prazer e poder. Os terroristas se aproveitam de crianças e adolescentes com problemas familiares.

Sonho é pesadelo
A mudança de comportamento nas crianças parte pela experiência real não das guerras, mas das posturas demagogas dos terroristas. Na prática, as crianças constataram que os valentes não eram assim tão desmedidos e os discursos recheados de bravatas logo se apresentavam repletos de fracassos.
Após o atentado ao estádio da França (11/2015) ninguém podia dormir. Meses trancados em tocas subterrâneas e casebres sem janelas e ventilação à base de alimentação apenas por iogurte, pão e tâmaras fizeram os meninos enxergar que seus heróis não passavam de fugitivos assustados em busca de sobrevivência.

Piores terroristas não estão nos campos de batalha
Mas o EI não se concentrou em recrutar crianças para serem soldados nos campos de batalha. Ele avançou fundo na sociedade, nas casas, nas salas de aula, e na mente de crianças mais novas. Assim que elas fazem cinco anos, são introduzidas a um vocabulário de conflitos e violência, conforme os livros escolares do califado revelam. Eles são os “filhotes do Califado” e o processo de transformá-los em guerreiros sagrados começa aí.

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