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CRIANÇAS PERDEM INOCÊNCIA NOS PROIBIDÕES
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CRIANÇAS PERDEM INOCÊNCIA NOS PROIBIDÕES

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Dentro das contradições hipócritas existentes no Brasil as que se referem, exclusivamente, às crianças são as de maiores polêmicas.
Um pai que ensina seu filho menor de idade o caminho de uma vida honesta através do trabalho é censurado e ameaçado pelos meios legais à exploração infantil e trabalho escravo.
Se na mesma velocidade que se tira uma criança de um ambiente de trabalho digno ocorresse dentro dos bailes funks, o Brasil não viveria essa apologia à criminalidade e envolvimento de milhares de jovens à vida do crime.
O Brasil é o país que proíbe uma criança de trabalhar com o pai numa obra com colher de pedreiro na mão e tapa os olhos para os que xingam, debocham da polícia e enaltecem bandidos com microfone nas mãos.

Crianças e o funk
Não é mais novidade que crianças de 07 a 11 anos estão protagonizando inúmeros vídeos na internet fazendo coreografias obscenas e entoando músicas com letras extremamente degradantes do ponto de vista moral, tanto por reduzir a imagem da mulher a um mero objeto de satisfação sexual quanto para enaltecer poder bélico de determinados traficantes ou mesmo de determinada facção; exaltar o consumismo; banalizar a realização do ato sexual; fazer apologia a drogas, etc.

Esses vídeos polêmicos do chamado “funk proibidão” rendem milhares de acessos fazendo da criança uma verdadeira celebridade mirim, a qual estereotipada pelo teor das letras que entoa, acaba vivenciando uma realidade distinta daquela que uma criança “comum” tem, como ir à escola, fazer lição de casa, estudar, sedimentar valores morais e éticos, desenvolver suas habilidades cognitivas, ajudar nos deveres domésticos, etc. A rotina da grande maioria, senão absoluta, das celebridades mirins passou a ser de cumprir uma agenda apertada de shows e apresentações no período noturno, além de a cada dia se superarem mais com a adoção de trejeitos e comportamentos que em adultos já seriam questionáveis (uma verdadeira transposição da infância).

A preocupação constante a que são submetidas é a de ensaiarem novas coreografias, gravarem novos vídeos cada vez mais ousados e deprimentes do ponto de vista moral, além de prover o sustento de sua família, de seu empresário, produtor e de tantos outros que exploram sua iimagem e trabalho.

MC Doguinha
O caso mais recente foi a intervenção do Ministério Público que instaurou inquérito civil para retirar do YouTube o vídeoclipe de “Vem e Brota Aqui na Base”, do funkeiro mirim MC Doguinha, que tem 12 anos. A informação foi publicada nesta quarta (8) pelo jornal “O Globo” e confirmada ao UOL pelo órgão.

O vídeo, que tem mais 12 milhões de visualizações, mostra o garoto cantando em frente a uma mansão, ao lado de um carro de luxo, onde ele sensualiza com uma adolescente numa piscina. A letra traz os versos “A novinha linda, que mora aqui do lado/Ta cheia de papim no whatsapp/Bumbum gostosão, corpo sedutor/Foi por isso que o doguinha se encantou/Vem e brota aqui na base/Vamos fazer sacanagem/Sei que você tem vontade/Então senta um pouquinho”.

“Após análise do vídeo, verificou-se que as imagens mostram um adolescente, de 12 anos de idade, conhecido como MC Doguinha, fazendo apologia a práticas erótico-sexuais”, afirma o Ministério Público em nota. “A conduta vulnera os princípios da proteção integral da criança e do adolescente e da finalidade social da internet.”.

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