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Criado para ajudar autistas, brinquedo não melhora concentração

Criado para ajudar autistas, brinquedo não melhora concentração

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Já está à venda no Brasil um brinquedo que virou febre no exterior entre adultos e crianças: o fidget spinner. É um objeto pequeno, que cabe na palma da mão. Não é jogo de videogame, nem aplicativo de celular, mas virou vício em países como Estados Unidos e Reino Unido. Tudo o que o fidget spinner faz é girar e girar. A versão mais comum desse dispositivo tem três pontas com um centro giratório. Ele gira em alta velocidade sobre um eixo que é apoiado sobre a mão.
Suas cores e figuras diferentes provocam efeitos visuais atraentes – e alguns até brilham no escuro. Trata-se, definitivamente, de uma espécie de
pião moderno.
A versão mais comum desse dispositivo tem três pontas com um centro giratório. Ele gira em alta velocidade sobre um eixo que é apoiado sobre a mão.
Suas cores e figuras diferentes provocam efeitos visuais atraentes – e alguns até brilham no escuro.

Especialistas, no entanto, esclareceram o que há de verdade em tudo o que se conta sobre esse brinquedo.

Mentira: é terapêutico
“No momento, vender um spinner como um remédio para transtornos de déficit de atenção é uma fraude. O spinner é vendido como brinquedo terapêutico para crianças com déficit de atenção e até como um apetrecho antiestresse para adultos. No entanto, os especialistas não acreditam na sua capacidade reabilitadora. “Conseguir fazer com que uma criança com déficit de atenção se concentre em algo que se move é simples, mas não produtivo porque não tem repercussão no longo prazo. O spinner não regula o sistema atencional, que é o que realmente se precisa trabalhar nesses casos”, argumenta Álvaro Bilbao, neuropsicólogo e autor do livro ‘O Cérebro da Criança Explicado aos Pais)’

Verdade: é o brinquedo do momento
Os spinners podem ser comprados em qualquer lojinha de bairro e em grandes lojas de departamentos, onde começam a se esgotar. Em plataformas de venda online, como Amazon ou AliExpress, o aumento das vendas desse brinquedo é espetacular. “Somente na primeira semana de maio as vendas de spinners na Espanha se multiplicaram por quatro em relação ao mês de fevereiro.”, informam
na Amazon Espanha.

Verdade: é viciante
porque é simples
Laura, uma estudante de 13 anos, conta que há um mês todos os seus colegas na escola têm o dispositivo, apesar de não ser permitido brincar com os spinners durante a aula: “Só podemos usá-los no recreio. É divertido porque é muito fácil de usar. Todo mundo pode fazer com que se mexam”.
Mentira: não desconcentra as crianças na classe
“Tive que confiscar vários na sala de aula. As crianças os usam enquanto você está explicando a lição e estão mais preocupadas em ver quanto tempo o spinner aguenta em movimento do que o que você está lhes dizendo”, explica Marta Lozano, professora de um colégio de Madri.

Mentira: há estudos que endossam sua eficácia
Muitos dos sites que o colocam à venda anunciam o spinner como um dispositivo “perfeito para a ansiedade, a concentração, o déficit de atenção, o autismo, a hiperatividade, o estresse ou até mesmo para perder maus hábitos”. Descrição que os especialistas não consideram digna de crédito.

Verdade: algumas escolas dos EUA o proíbem
A febre spinner començou há apenas algumas semanas. Nos Estados Unidos, porém, começou no início do ano e já preocupa os educadores. São várias as escolas que proibiram seus alunos de entrar na sala de aula com
esses aparelhinhos.
“As crianças na sala de aula não tiravam os olhos de seu spinner ou o do colega, por isso decidimos que o melhor era proibi-los”, confessa Meredith Daly, professora de uma escola pública do Arizona.

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