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CONFIRMADO: ARTISTAS NÃO LUTAM PELA ARTE E SIM PELA IMPOSIÇÃO NA PRESENÇA DE CRIANÇAS
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CONFIRMADO: ARTISTAS NÃO LUTAM PELA ARTE E SIM PELA IMPOSIÇÃO NA PRESENÇA DE CRIANÇAS

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Se contra faTos não há argumentos, o protesto de um grupo de artistas em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, região Central da capital paulista.
O grupo fez o ato contra a decisão inédita do museu em vetar a entrada de menores de 18 anos em uma exposição que começa nesta sexta-feira (20) deixou claro que os ‘artistas’ não estão preocupados em lutar pelo direito de expor sua arte e sim fazer valer a imposição pela participação de menores de idade em eventos que promovem a sexualidade.

Segundo o museu, é a primeira vez em 70 anos que a presença de crianças e adolescentes, mesmo que acompanhados dos pais ou responsáveis, será vetada em uma exposição.

A exposição é sobre a história da sexualidade com mais de 300 obras de artistas consagrados como Pablo Picasso. Os artistas acusam o museu de censura.
Em nota, o Masp disse que seguiu uma orientação jurídica que se baseou no guia prático de classificação indicativa do Ministério da Justiça.

A decisão do Masp ocorreu menos de um mês depois da polêmica envolvendo o MAM (Museu de Arte Moderna) quando uma criança interagiu com um homem nu durante uma instalação artística. O MAM e seus funcionários foram alvos de ataques após o vídeo ser divulgado nas redes sociais. O Ministério Público investiga o caso.

Classificação etária: 18 anos
Em nota, o Masp afirma que “Observando a regulamentação vigente e orientação jurídica sobre o tema, o MASP estabeleceu a autoclassificação de 18 anos, restringindo o acesso à referida exposição para menores de idade, mesmo que acompanhados de seus responsáveis. Tal classificação será restrita às galerias da exposição Histórias da sexualidade no 1o andar, 1o subsolo e sala de vídeo. As exposições Guerrilla Girls: gráfica, 1985-2017, Pedro Correia de Araújo: Erótica e Acervo em Transformação, nas galerias do 1º subsolo, 2o subsolo e 2o andar, respectivamente, continuarão abertas ao público em geral, com classificação livre”, diz a nota.

Sexualidade, gênero e jogos sexuais
Com mais de 300 obras de diversos artistas, a exposição, concebida em 2015, se insere na programação anual do museu, dedicada às histórias da sexualidade.
Algumas obras de artistas centrais do acervo do Masp, como Edgard Degas, Maria Auxiliadora da Silva, Pablo Picasso, Paul Gauguin, Suzanne Valadon e Victor Meirelles, estarão expostas em novos contextos, oferecendo outras possibilidades de compreensão e leitura.
O material estará reunido em nove núcleos temáticos e não cronológicos: Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performatividades de gênero, Jogos sexuais, Mercados sexuais, Linguagens e Voyeurismos, na galeria do primeiro andar, e Políticas do corpo e Ativismos, na galeria do primeiro subsolo. A mostra inclui também a sala de vídeo no terceiro subsolo, como parte do núcleo Voyeurismos.

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