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COMBATE À AIDS: Um em cada 250 brasileiros possui o vírus HIV
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COMBATE À AIDS: Um em cada 250 brasileiros possui o vírus HIV

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O número diagnosticado de portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV), responsável pela Aids, síndrome que fragiliza o sistema defensivo do nosso corpo, cresceu em 18% de 2012 a 2016, pulando para cerca de 694 mil brasileiros. A estimativa do Ministério da Saúde, contudo, é de que o total de infectados chegue a 830 mil pessoas, o que equivale a 0,4% da população do país – ou uma em cada 250 pessoas.

Os dados são do Relatório de Monitoramento Clínico do HIV, divulgado na quinta-feira (23) pelo Ministério da Saúde. Na próxima sexta-feira (01), celebra-se o dia mundial de combate à doença.

Em relação ao tratamento, o relatório informa que houve um aumento de 15% nas pessoas com o vírus que estão submetidas à terapia. No primeiro semestre de 2017, por exemplo, foram quase 35 mil pessoas tentando combater os malefícios da Aids.

Tratamento
A eficácia dos procedimentos também aumentou. Em 2016, a taxa de pacientes que alcançaram a supressão viral – baixos índices do vírus no organismo, o que dificulta a transmissão – chegou a 91% entre os contaminados que tomavam o antirretroviral há pelo menos seis meses, cifras maiores que os 85% de 2012.

O tempo médio entre o primeiro diagnóstico e o início do tratamento caiu de 161 para 42 dias, o que sugere uma melhoria nos resultados. A taxa de abandono manteve-se constante em 9%.

Jovens são maiores contaminados
O grande problema detectado pelo relatório foi a baixa adesão dos jovens ao tratamento com antirretroviral. Na faixa etária entre 18 e 24 anos, apenas 56% dos infectados buscaram o procedimento. Além disso, menos da metade deles apresentava baixa carga viral, pouco se comparado ao índice geral.

Segundo o governo, o Sistema Único de Saúde (SUS) arca com todo esse tipo de terapia no Brasil, o que custou cerca de R$1,1 bilhão aos cofres públicos em 2017.

O relatório também avalia que, até 2020, o Brasil deve se aproximar da meta 90/90/90, estabelecida pelo Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids). Instituído em 2014, o objetivo constitui-se em alcançar: entre as pessoas com HIV, um índice de 90% de diagnosticados; entre as diagnosticadas, um índice de 90% em tratamento; entre as em tratamento, um índice de 90% com supressão viral. Desse modo, 72,9% dos infectados teriam sucesso na luta contra a doença.

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