Home Política CASSAÇÃO DO TRIO DA ALERJ É ENGAVETADO POR ALIADOS QUE MANTÉM SALÁRIO E GABINETE DOS CRIMINOSOS
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CASSAÇÃO DO TRIO DA ALERJ É ENGAVETADO POR ALIADOS QUE MANTÉM SALÁRIO E GABINETE DOS CRIMINOSOS

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Seis meses depois da prisão do trio da Alerj na operação Cadeia Velha, um dos desdobramentos da Lava Jato, Edson Albertassi, Paulo Melo e Jorge Picciani (MDB) comprovam que político que mantém amizade na Assembleia não perde mandato, regalias e salário.
O pedido de cassação do mandato do trio preso desde 16 de novembro do ano passado, protocolado dias após a prisão foi engavetado pela cúpula que defende os criminosos.
Albertassi, Picciani e paulo Melo estão presos acusados de corrupção, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Entretanto, nenhuma das condenações foram suficientes para que os parlamentares acatassem a decisão. Dias depois da prisão, a Alerj colocou em votação a soltura do trio e a Justiça, em sessão extraordinária, revogou a decisão política dos aliados.

Picciani cumpre prisão domiciliar por problemas de saúde, mas Albertassi e Paulo Melo continuam na cadeia de Bangu.
Instalações à parte, os três, financeiramente, não têm do que se queixar. É que enquanto o pedido de cassação não é votado, os criminosos continuam efetivos na Alerj com direito a salário líquido de R$19 mil, seus gabinetes ativos e com todos os assessores recebendo sem trabalhar.
Nos últimos 6 meses, eles custaram incluindo despesas de gabinete, como assessores, aproximadamente R$ 4,5 milhões.

DESCULPA DA ALERJ
“Como se trata de afastamento judicial, sem conclusão do processo, os deputados continuam na titularidade de seus mandatos e, portanto, recebendo salários. Seus gabinetes também permanecem funcionando. Pelo mesmo motivo, não se aplicam os prazos previstos no regimento, em caso de licença, para a convocação de suplentes”, diz nota da Alerj.

ROUBANDO DESDE 1990
Os fatos investigados pela Polícia Federal na operação Cadeia Velha evidenciam um monumental esquema de corrupção” no Rio de Janeiro que começou na década de 1990 e foi até o ano passado, chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral, já preso e condenado a mais de 87 anos de cadeia.

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