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Bonecas sexuais infantis são estímulos para pedófilos e estupradores
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Bonecas sexuais infantis são estímulos para pedófilos e estupradores

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Pode até parecer que o assunto seja repetido, mas a evolução da robótica tende a barbárie pela substituição temporária ao ser humano e escolha prioritária permanente pelas pessoas de carne e osso, ainda que em tempos distintos.
Confuso? Ocorre que os brinquedos sexuais descendentes de diversas culturas agora beneficiam pedófilos
e estupradores.
Depois da explosão de modelos de réplica perfeita ao corpo feminino de diversas raças, os fabricantes começaram a receber pedidos para que os robôs sejam customizados com corpo e feições infantis. Crianças na fase da pré-puberdade e até menores de 6 anos são os moldes mais adquiridos.
Temendo a evolução iminente da inteligência artificial, onde a garantia das indústrias é interação emocional perfeita das máquinas com o ser humano, a organização britânica Foundation for Responsible Robotic em relatório divulgado pediu através de seu grupo de especialistas que os governos se debrucem sobre o tema para regular o que pode ou não ser permitido,
para que a ética seja estabelecida.
A ideia do estudo, intitulado ‘Nosso Futuro Sexual’ com os robôs, era justamente a de chamar a atenção para uma questão que, de acordo com os especialistas, não foi discutida suficientemente até agora.

Custo e opções
Algumas companhias entregam parceiros sexuais robóticos sobre medida para os clientes por valores entre US$ 5 mil e US$ 15 mil.
Tudo pode ser determinado previamente; a customização permite escolha para cor dos olhos, cabelos, cor da pele, assim como o formato do corpo.
Todavia, nenhum boneco projetado atualmente é capaz de andar, mas uma companhia apresenta seu produto como sendo capaz de realizar “50 posições sexuais automáticas”. Outra fabricante diz que sua boneca é capaz de simular o orgasmo, com “articulação no pescoço, expressões faciais, olhos que se movem e movimento dos lábios sincronizados com áudio”.
“As bonecas sexuais têm ‘software avançado de inteligência artificial para comunicação’, e a RealBotix (uma das bonecas) permite a customização da inteligência artificial escolhendo ‘traços e emoções que você considere atraentes’, incluindo níveis altos e baixos de felicidade, timidez e humor”, aponta o relatório. “Roxxxy Gold vem com personalidades pré-programadas incluindo a ‘Frigid Farrah’, que dá a impressão de timidez, e ‘Wild Wendy’, com personalidade extrovertida
e aventureira”.

Crianças são escolhas
O molde dos robôs é feito de silicone, permitindo a composição corporal sob medida a um formato de criança, ou adolescente em desenvolvimento. É aí que entram os pesquisadores alertando para estímulo a pedófilos
e estupradores.
Por mais repulsivo que pareça, defensores do uso desses bonecos apontam como terapia para prevenir crimes sexuais contra os menores. Fato que os especialistas apontam como sendo o principal motivo pelo aumento
de crimes sexuais contra crianças.
Agora é fácil entender porque a evolução robótica substitui seres humanos temporariamente, mas estimula a preferência pelas pessoas; por mais realista que sejam desenvolvidas linguisticamente e capazes de reproduzir algumas expressões, robôs nunca serão seres vivos dotados de sentimento, reação espontânea, calor humano…
Criminosos que praticam seus desejos sexuais em máquinas logo estarão sedentos por realizar suas fantasias em crianças reais. Ainda que o alerta da organização britânica seja para os governos decidirem um ‘código de ética’ para padronizar a comercialização dos modelos na preocupação de expansão das bonecas pelo mundo, a prioridade em conjunto a essa ética é o parecer de especialistas para que haja um relatório, com base científica, assegurando que o enriquecimento dessas indústrias não se dará pela propagação aos fetiches pedófilos e de violência contra os indefesos.

Seguindo pela lógica
Enquanto uns apoiam, outros sugerem que tal prática apenas serviria de incentivo para os criminosos sexuais. “Tratar pedófilos com robôs sexuais crianças é uma ideia duvidosa e repulsiva. Imagine tratar o racismo deixando um intolerante agredir um robô negro. Isso funcionaria? Provavelmente não”, disse o especialista em ética robótica Patrick Lin, do Instituto Politécnico da Califórnia, citado
no relatório.

Estupradores
Seguindo o raciocínio terapêutico, uma empresa criou a boneca Roxxy Gold, que tem a personalidade Frigid Farah, é descrita pela fabricante como “não receptiva” a toques em “áreas privadas”. “Isso sugere sinais de não consentimento”, aponta o relatório. “Qualquer pessoa que se envolva em atividade sexual com um robô que sinaliza não consentimento pratica um ato de estupro robótico”.

Não é real
Enquanto a indústria defende a realidade virtual e a proximidade cada vez maior com os seres humanos, nunca se ouviu, e sem arrogância, nunca se ouvirá falar em clientes com pedidos de robôs que imitem a verdadeira mulher. Pois ainda que criem, ela jamais poderá ser replicada. Não há perfeição que se compare à própria perfeição.
Mulheres que dizem não porque nem sempre estão dispostas, as que, em meio a toda beleza natural, aparentam cansaço depois de um dia puxado de trabalho ou exaustão por cuidar da casa e das crianças. A mulher que por mais vaidosa que seja um dia descuida da aparência por seu melhor bem-estar. Mulheres que trocam uma noite de sexo para assistir a um filme ou pela troca de ideias em uma conversa despretensiosa… Mulheres que são criação divina em todas as suas
qualidades e defeitos.

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