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Bolsonaro diz que não quer ‘irmãos argentinos fugindo para cá’, após derrota de Macri
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Bolsonaro diz que não quer ‘irmãos argentinos fugindo para cá’, após derrota de Macri

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Presidente argentino que tenta reeleição recebeu 32,08% dos votos no domingo, contra 47,66% recebidos pela chapa peronista que tem Cristina Kirchnner como vice.

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta segunda-feira (12), em evento em Pelotas, Rio Grande do Sul, a derrota do presidente argentino Mauricio Macri nas eleições primárias no vizinho sul-americano. Bolsonaro disse que não quer “irmãos argentinos fugindo para cá” caso a “esquerdalha” vença no pleito de outubro.

Neste domingo (11), argentinos foram às urnas para as eleições primárias, que definem oficialmente quem serão os candidatos de cada partido e servem como uma espécie de pesquisa eleitoral.

Com 99,37% das urnas apuradas, Alberto Fernández, que tem Cristina Kirchner como vice, teve 47,66% dos votos. Macri, candidato de direita à reeleição e que tem o apoio declarado de Bolsonaro, recebeu 32,08% dos votos.

“Povo gaúcho, se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo estado de Roraima. E não queremos isso: irmão argentinos fugindo pra cá, tendo em vista o que de ruim parece que deve se concretizar por lá caso essas eleições realizadas ontem se confirmem agora no mês de outubro”

“Não se esqueçam que aqui mais ao Sul, na Argentina, o que aconteceu nas eleições de ontem. O que aconteceu nas eleições de ontem…. A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma da Dilma Rousseff, que e a mesma de [Nicolás] Maduro e [Hugo] Chávez, e Fidel Castro, deram sinal de vida aqui.”, disse Bolsonaro.

Ainda no domingo, o presidente argentino reconheceu desempenho abaixo do esperado. “Tivemos uma eleição ruim e isso nos obriga, a partir de amanhã, a redobrar nossos esforços. Dói que não tenhamos todo o apoio que esperávamos”, disse Macri.

O debate eleitoral na Argentina tem sido pautado pela recessão no governo Macri e a herança econômica do kirchnerismo (2003-2015), que incluiu a falsificação de estatísticas e denúncias de corrupção envolvendo Cristina Kirchner. Já a oposição a Macri destaca a escalada inflacionária e a degradação social no atual governo.

 

 

 

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