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Beira-Mar prova que  a cadeia  é seu escritório
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Beira-Mar prova que a cadeia é seu escritório

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Condenado a mais de 320 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídios, o maior traficante do país, Fernandinho Beira-Mar protagonizou mais uma megaoperação da Polícia Federal para desmantelar a quadrilha comandada pelo criminoso. Mesmo em presídio de segurança máxima o traficante comprova que o poderio da criminalidade no Brasil ultrapassa quaisquer limites.

Segundo a PF, a quadrilha movimentou valores superiores a 9 milhões de reais e, além do tráfico de drogas, atuava também no ramo de lavagem de dinheiro. Chefe de quadrilha, de facção, comandante de comunidade e chefe de família, Beira-Mar comandava os negócios sob a gerência de sua irmã, filho e seu advogado que foram presos por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Além do tráfico de drogas, ele controla também as máquinas de caça-níquel, venda de botijões de gás, cesta básica, mototáxi, venda de cigarros e abastecimento de água.

A PF afirmou que a quadrilha movimentou milhões que foram depositados em 51 contas bancárias. Os agentes pediram o bloqueio deste valor, além da suspensão de atividades comerciais de nove empresas. Segundo a polícia, as principais áreas de atuação de Beira-Mar são as comunidades Beira-Mar, Parque das Missões e Parque Boavista, todas em Duque de Caxias.

Bilhetes picados
Na Operação Epístolas – termo utilizado para denominar textos escritos de maneira coloquial em forma de carta -, os agentes começaram a investigação a cerca de um ano após a apreensão de um bilhete picotado em uma marmita. Com a reconstituição e exame grafotécnico, atestou-se ter sido escrito por Beira-Mar.
Na ocasião, foram apreendidos cerca de 50 bilhetes redigidos ou endereçados ao interno que eram entregues por um esquema altamente elaborado e sofisticado para a transmissão de seus recados.

Estima-se que a organização chegue a movimentar mensalmente valores superiores a R$ 1 milhão, em razão das atividades ilícitas desempenhadas, sendo identificados preliminarmente bens pertencentes ao grupo avaliados em aproximadamente R$ 30 milhões.

 

 

OPINIÃO

Presídio de segurança máxima, vigilância reforçada… mas as conversas dos presos com seus advogados não são monitoradas ou acompanhadas pela força policial. As brechas em nosso sistema carcerário possibilitam mandos e desmandos de criminosos que deveriam amargar anos de privação da liberdade.
Mas no Brasil, cadeia para os megatraficantes e chefes de facções transformaram-se em escritórios e palco para a criminalidade continuar seu show de horrores pelo país.
Milhões ganhos a preço de sangue, intimidação, guerras civis e muitas overdoses.

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