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BEBÊS BOMBA: EI USA CRIANÇAS EM ATENTADOS
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BEBÊS BOMBA: EI USA CRIANÇAS EM ATENTADOS

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Foi-se o tempo que os ataques do grupo terrorista Estado Islâmico resumiam-se a homens e mulheres determinados a morrer por convicções extremistas. Agora, famílias inteiras estão sendo usadas para os ataques.
Os últimos ataques ocorridos na cidade de Surabaya, a segunda maior da Indonésia, foram promovidas por famílias participantes dos atentados.
A Polícia nacional confirmou que seis pessoas da mesma família, incluindo quatro crianças com menos de 7 anos de idade foram responsáveis pela detonação dos explosivos que mataram 13 pessoas e deixaram outras 40 feridas.

A Indonésia, o país muçulmano mais populoso do mundo – cerca de 260 milhões – tem visto nos últimos meses o aumento da militância islâmica, à medida que pelo menos 500 de seus cidadãos que lutaram pelo EI na Síria e no Iraque voltaram para casa.
Bombas feitas com os filhos
Outro incindente levou policias até uma casa onde um homem detonou uma bomba no processo de construção. O terrorista era o pai de uma família de 4 filhos onde todos foram mortos.
Uma delegacia atacada pelos extremsitas foi alvo de outra família que usou os filhos de 9 e 12 anos para se chocar conra o prédio usando uma motocicleta. Além das crianças, dez pessoas, incluindo quatro policiais morreram.

Tito Karnavian, porta-voz da polícia, disse aos repórteres que há fortes indícios que todos os envolvidos seguem uma orientação do Comando Central do Estado Islâmico, estando ligados ao grupo terrorista indonésio Jamaah Ansharut Daulah.

Crianças-bomba
O uso de crianças-bomba chocou até mesmo a população islâmica da Indonésia. Por enquanto, as autoridades só divulgaram o nome da família que atacou as igrejas.

O pai, identificado pela polícia como Dita Oepriarto, levou em uma van sua esposa Puji Kuswat e as duas filhas, de 9 e 12 anos, para a Igreja Evangélica Diponegoro. O trio entrou e detonou uma bomba.

Em seguida, Oepriarto levou a van para a Igreja Pentecostal Surabaya Centre, onde, de dentro do veículo, ele detonou outra bomba. Na mesma hora, seus dois filhos adolescentes, de 16 e 18 anos, entraram com motos-bomba na Igreja Católica de Santa Maria, onde se explodiram. Todos os membros da família morreram nos ataques.

Através de sua agência de notícias Amaq, o EI reivindicou a responsabilidade pelo que chamou de “ataques dos mártires” contra as igrejas. Embora não mencione o uso de crianças, a prática não é inédita. Em ataques de grupos associados, como o Boko Haram na Nigéria e no Camarões, essa tática desumana foi usada várias vezes no passado.

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