Home Sociedade APÓS 16 ANOS DO CRIME, ERROS DA JUSTIÇA DEIXAM ASSASSINO FORA A CADEIA DEPOIS DE SER CONDENADO

APÓS 16 ANOS DO CRIME, ERROS DA JUSTIÇA DEIXAM ASSASSINO FORA  A CADEIA DEPOIS  DE SER CONDENADO
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APÓS 16 ANOS DO CRIME, ERROS DA JUSTIÇA DEIXAM ASSASSINO FORA A CADEIA DEPOIS DE SER CONDENADO

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E o país que segue crucificando as vítimas e matando de indignação as famílias continua fazendo história.
Depois de vencer a dificuldade de prender o culpado, conseguir um julgamento, a família da pequena Fabíula terá de conviver com o fato de um dos assassinos de sua filha não cumprir sequer um dia na cadeia por culpa e erro da Justiça.

O caso
Quase 16 anos depois de um racha na Avenida Colombo, em Maringá, no norte do Paraná, que terminou com a morte da menina Fabíula, a família recebeu a notícia de que um dos envolvidos, apesar de ter sido condenado por um júri, não cumpriu e nem vai cumprir um dia sequer da pena. Após uma série de equívocos na comunicação entre Justiça, Ministério Público e Polícia Civil, a pena de Luis Fiorini foi extinta por prescrição da pretensão executória, que é a perda do direito que o estado tem de punir.

A tragédia
Os sonhos de Fabíula foram interrompidos às 19h15 do dia 13 de agosto de 2003. A menina saiu de casa para entregar uma fita de vídeo em uma locadora e quando foi atravessar a avenida foi atropelada por um carro que disputava um racha. Com o impacto, ela foi arremessada a quase 70 metros de distância e morreu.
Em 2009, os dois motoristas, Marcos Jesus da Silva e Luis Forini, que disputavam o racha, foram levados a júri popular e condenados por homicídio doloso. Depois de um recurso, Marcos, que estava no carro que atingiu Fabíula, foi sentenciado a oito anos de prisão em regime semiaberto. Luiz foi condenado a sete anos e meio, também em regime semiaberto, mas não chegou a cumprir nenhum dia da pena.

Erro fatal
Agora, Luiz Forini está oficialmente livre da prisão porque a pena imposta a ele prescreveu. Depois da condenação, no dia 20 de junho de 2010, o processo foi considerado transitado em julgado para a acusação e caberia à Vara de Execuções penais cumprir a ordem de prisão até 2016, que era o prazo estipulado por Lei. Mas, o tempo passou, nada foi feito e a justiça determinou que Luiz Forini não pode mais ser punido pela morte de Fabíula.

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