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Africanos são vendidos  como escravos na Líbia
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Africanos são vendidos como escravos na Líbia

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Sobreviventes africanos relataram que os refugiados e migrantes que tentam chegar à Europa através do Mar Mediterrâneo estão sendo negociados no mercado de escravos que ocorre livremente na cidade de Sabha, um dos principais centros de tráfico humano na Líbia.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), órgão da ONU, as vítimas disseram que, depois de serem detidas por contrabandistas ou grupos de milícias, foram levadas para praças ou estacionamentos
para serem vendidas.
Migrantes qualificados como pintores ou instaladores de pisos são procurados por preços mais elevados,
diz o chefe da OIM na Líbia.

Um migrante senegalês, que não teve seu nome divulgado para proteger sua identidade, disse que havia sido vendido em um desses mercados na cidade Líbia de Sabha antes mesmo de ser levado a uma prisão improvisada onde mais de 100 imigrantes estavam sendo mantidos como reféns.
Mulheres também foram compradas por clientes da Líbia e levadas para casas onde foram forçadas a ser escravas sexuais, disse a testemunha.

Onde há dor há lucro
Os próprios atravessadores se encarregam de vender os ‘clientes’. Pessoas desesperadas que venderam tudo o que tinham em seus países de origem para custear a travessia da morte em busca de um recomeço longe da guerra, do terrorismo
e da fome.
Tudo começa com um sequestro, mas como as vítimas não têm dinheiro e suas famílias não podem pagar o resgate, eles estão sendo vendidos para que os traficantes consigam obter um benefício mínimo com
a operação.

Vender seres humanos tornou-se uma tendência entre traficantes à medida que as redes das máfias se reforçam cada vez mais na Líbia. Como nos tempos da escravidão seu valor varia de acordo com suas qualificações. Os reféns estão sendo negociados às custas entre 200 e 500 dólares (entre 188 e 472 euros).

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