Home Nação Adriana Ancelmo permanece na prisão e OAB cassa seu registro

Adriana Ancelmo permanece na prisão e OAB cassa seu registro
0

Adriana Ancelmo permanece na prisão e OAB cassa seu registro

0

A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo sofreu nova derrota ao pedir para deixar a cadeia na Justiça. O juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, não aceitou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa da ré. Os advogados alegaram que o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil garante Sala de Estado Maior e, na sua falta, prisão domiciliar.

Na decisão, o juiz federal sustentou que, como o Estatuto não define como seria uma Sala de Estado Maior, basta que o advogado seja recolhido em instalações com comodidades dignas. “Tendo em vista que a requerente se encontra recolhida em local que atende aos requisitos exigidos (…), indefiro o pedido e mantenho a prisão preventiva”, escreveu o magistrado.

Semana passada, o desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) negou habeas corpus que pedia a revogação da prisão de Adriana. Mulher do ex-governador Sérgio Cabral, preso em Curitiba, Paraná, ela está presa em uma unidade do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. A defesa alegou que ela não oferece risco à ordem pública e nem as operações da Calicute. Mas o desembargador federal entendeu que responder pelo crime de organização criminosa é grave e, portanto, ela deveria continuar na prisão. Adriana, Cabral e mais 11 pessoas são acusadas de envolvimento no desvio de R$ 224 milhões dos cofres públicos.

OAB suspenso
Foi suspensa a inscrição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Adriana Ancelmo, ex-primeira dama do Rio de Janeiro e mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Ela e o marido estão presos e são réus por supostamente integrarem um grupo criminoso chefiado por Cabral. A quadrilha, segundo denúncia do Ministério Público Federal, desviou mais de R$ 220 milhões de obras públicas na época em que Cabral era governador.

A decisão de suspender o registro de Adriana partiu do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-RJ e foi tomada nesta segunda-feira (12). Com a determinação, a ex-primeira dama perde provisoriamente o vínculo profissional por 90 dias. O processo para apurar as denúncias contra a advogada foi aberto na semana passada.
Adriana é suspeita de lavagem de dinheiro e de ser beneficiária do esquema criminoso. A ex-primeira dama é advogada e sócia-proprietária de um escritório de advocacia no Rio. No âmbito da Operação Lava Jato, os investigadores identificaram pagamentos feitos por Adriana em dinheiro vivo e afirmam que a lavagem se daria pela aquisição de bens, também com pagamentos ou depósitos em espécie.

Comentários