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A PRIMEIRA VEZ, PELA SEGUNDA VEZ
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A PRIMEIRA VEZ, PELA SEGUNDA VEZ

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Quando o movimento ‘Eu escolhi Esperar’ ganhou repercussão, seus milhões de adeptos eram, exclusivamente, de jovens.
Mas com a disseminação de um pensamento em prol da monogamia, do respeito à família e pelo cumprimento dos ensinamentos bíblicos que permitem o sexo apenas após o casamento, divorciados e pessoas que perderam a virgindade são atraídos pela tentativa de uma atitude ‘santa’ para um recomeço de felicidade.
Casais não virgens, aderiram a causa em novos relacionamentos. O principal motivo é seguir a doutrina evangélica e tornar o momento mais especial.

Zombarias e retaliações
Em um mundo onde a sexualidade vai das embalagens, passando pelas músicas e chegando às telas de TV, a virgindade é rechaçada e virou motivo de piada em uma sociedade que engrossa o coro pela prática do erro e repudia qualquer decisão contrária.
Jovens, principalmente os meninos, sofrem as maiores calúnias a cerca de sua decisão pela virgindade, mas os homens maduros que fracassaram em seus relacionamentos anteriores e buscam um recomeço dentro de padrões cristãos também viram alvo de chacota, muitas vezes até entre os próprios cristãos.

Parece que a orientação pela virgindade até o matrimônio cumprida em tempos outrara foi vencida pela cultura social dentro de sua libertinagem sexual.

Além da prática sexual
Idealizador do projeto, o pastor Nelson Junior lembra que decidir esperar a relação íntima após a cerimônia de casamento é regra de conduta para quem deseja seguir os preceitos de Deus.
As palestras são direcionadas a todos que buscam amadurecimento antes de qualquer relação amorosa. Atualmente as pessoas acabam se envolvendo de forma imatura nos relacionamentos e sem qualquer consciência de como uma desilusão pode lhes afetar psicologicamente.
Segundo Nelson, há um limite bem definido até onde pode ir o casal sem quebrar a promessa. Qualquer modalidade de sexo, inclusive aquelas que não envolvem penetração, como o oral e o virtual e até a masturbação são proibidas”, esclarece.

“O melhor conselho que eu dou é evitar carícias, que são aqueles carinhos com intenções sexuais. Isso inclui evitar ficar sozinhos, namorar no escuro, beijos muito prolongados e ter conversas íntimas”, diz ele.
Para o pastor – que diz ter se casado virgem – essas restrições não atrapalham o relacionamento.

Famosos pela castidade
Famosos que aderiram à castidade, como o jogador de futebol Kaká, a pastora Sarah Sheeva e o maior medalhista paralímpico brasileiro, o nadador Daniel Dias, são usados como exemplo para incentivar os seguidores do movimento. O multi-campeão paralímpico até tocou a música tema do Eu Escolhi Esperar e distribuiu lembrancinhas com o símbolo do movimento no seu casamento em 2012.
A empresária e ex-modelo Joana Prado, conhecida casada com o lutador de MMA Vitor Belfort, não se casou virgem, mas hoje também é uma das referências de apoio à causa.Afinal de contas os pais estão para não permitir que seus filhos repitam seus próprios erros.

Em um tempo onde o sexo foi banalizado o normal acabou se tornando extraordinário. Independente da religião, uma pessoa, dentro de um relacionamento, precisa, prioritariamente, ser respeitada.
Se a conduta moral for a de decidir pertencer intimamente a apenas ao companheiro (a) escolhido para cumprir a trajetória de toda uma vida, um fator determinante será o quanto este escolhido (a) se doa para cumprir o desejo do coração da pessoa amada.

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