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A DIFERENÇA ENTRE SER PAI E TER UM FILHO
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A DIFERENÇA ENTRE SER PAI E TER UM FILHO

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Homem que sabe ser pai, tem total consciência que a paternidade não se limita em colocar uma criança no mundo, ou colocar o seu nome na certidão de nascimento

Se o seu objetivo é chegar a ser um pai admirado, então brinque mais, dê mais risadas, esteja presente, conserte mais, ame mais profundamente e viva da maneira que você gostaria que seus filhos vivessem

Toda família enfrenta dificuldades para criar os filhos. Nosso mundo globalizado não nos permite conquistar as coisas com facilidade, e assim, nossa vida profissional acaba muitas vezes nos tomando mais tempo do que a nossa vida familiar. E quando pensamos em educar uma criança para que ela se torne responsável, ética e honesta quando adulta, é preciso compreender que para isso serão necessárias horas e horas de dedicação, de carinho, atenção, repreensão e principalmente, muitíssimo amor…
Enquanto famílias desmoronam por conta dos conflitos e divórcios, os filhos sofrem quando são abandonados, quando são usados como arma para um ex-cônjuge machucar o antigo companheiro, sofrem quando não se sentem priorizados e mais ainda quando se depararam com o mundo real e cruel depois de terem sido extremamente mimados.

Existem vários tipos de homens, mas na classificação familiar somente dois tipos diferem na hora da criação de um fi lho; os que querem ser pais e os que querem ter filhos.
Os que querem ter filhos Os pais que apenas querem ter fi lhos, sabe-se lá por qual motivo, geralmente educam os fi lhos com tecnologias: celulares, computadores, vídeo games, pay per view e uma série de comodidades que o mundo moderno oferece. Estes pais, de um modo geral, buscam essas tecnologias na tentativa de suprirem suas ausências. Dão aos fi lhos presentes que os agradem, que os ocupem enquanto se dedicam horas e horas a um trabalho que exige cada dia mais. São os que arrancam com o carro na porta da escola antes que os fi lhos terminem de apanhar as mochilas.
Resultado disso, em sua grande maioria são filhos mimados, mal educados e superfi ciais em suas emoções e indecisos em suas vontades.
Crianças e adolescentes que acreditam que tudo é fácil, que os pais sempre irão comprar aquilo que eles querem, afi nal, foram educados para pensar assim. Fazem parte da geração ‘tanto faz’.
Tais pais, são os primeiros a reclamar da escola e dos professores. E o pior de tudo é que na grande maioria dos casos, acreditam na falsa ideia de que se pagam por educação, os fi lhos devem sair
da escola educados.
Poucos acabam geneticamente tendo um comportamento mais maduro. Essas crianças se tornam órfãos de pais vivos.
Os que querem ser pais Esses buscam soluções lógicas, racionais e éticas para a relação com os filhos, com a escola e os preparam para o mundo. É certo que seus filhos possuem em casa as mesmas tecnologias que os outros possuem, mas tudo de forma dosada, correta. São ensinados para lidar com tais eletrônicos. Estes são pais que sabem muito bem quais são seus papéis na educação de um filho, e, jamais irão cobrar de uma instituição de ensino o berço, pois sabem que cabe a instituição apenas o conhecimento científico.

Eles são conscientes de que os valores éticos e morais, a cidadania e o respeito ao próximo, devem ser ensinados dentro de casa. Por mais ocupados que sejam com suas carreiras, às vezes até
mais do que outros pais, sabem que o amor e a família são a base de vida essencial para qualquer criança. Os fi lhos desses casais em sua maioria, são crianças que vão para a escola com o mínimo
das noções necessárias para se conviver em ambientes sociais e difi cilmente dão ‘aquele trabalho’ aos professores e à equipe pedagógica.
Ser pai começa na gravidez Gerar um filho é um ato de amor e exige muita maturidade, responsabilidade e doação. Se você é homem e plantou esta sementinha, saiba que o ato sexual foi o menor dos prazeres que teve nessa jornada, se você permitir se envolver e se entregar esta relação lhe trará inúmeros aprendizados e um crescimento pessoal gigantesco. É preciso estar presente durante a gestação, nas consultas médicas, quando a barriga mexer e quando as vontades aparecerem. É importante que você converse com seu fi lho, ele pode não ser visto e tocado ainda, mas ele está lá e reconhecerá sua voz se você se mostrar sempre presente.

 

Quando ele nascer você também deve, se possível, estar lá, pois é ali que o elo começa a se fortalecer.
E aproveite sua licença do trabalho para se entregar totalmente a essa nova experiência, troque fraldas, dê banho e esteja sempre o mais próximo que puder.
A felicidade e o bem estar do fi lho depende dos pais O esfacelamento das famílias nunca atingiu tanto as crianças como nos tempos atuais. As brigas domésticas resultam em pais que decidem
formar equipes para se confrontarem dentro de casa. Mãe que escolhe filhos para se degladiar com o pai, que por sua vez, se arma com os outros da prole para equilibrar a disputa. E ambos
não percebem que estão levantando soldados de guerra para a sociedade. As separações são, sem dúvida, as maiores responsáveis pelo sofrimento de filhos quando são usados como arma para atingir o ex-cônjuge. Mães, em sua maioria esmagadora, recebem a guarda dos fi lhos e muitas utilizam-se desse privilégio para destruir a relação de pais com suas crias.
Crianças são transformadas em espiões, programadas para cobrar, reclamar, reprovar e desobedecer o pai. Não é difícil encontrar mulheres que trabalham para enfraquecer a figura paterna. E com isso, cega com seus próprios rancores, desonra o fi lho, pois uma criação sem pai resulta em danos que a criança levará pelo resto da vida. Muitos homens não sabem o que é ser pai.
O filho, a família perdem com isso.
Mas homens que são negligenciados e proibidos de exercer sua paternidade e autoridade masculina fazem com que toda uma sociedade saia perdendo.

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